Desaparecidos: Pesquisa aponta que 20% dos casos resultam em morte

Uma pesquisa realizada pelo Ministério Público informou que nos últimos 5 anos, cerca de 20% dos casos de desaparecidos registrados em delegacias no Rio, resultaram em morte. Esses dados são do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público estadual (PLID).

Muitos casos de desaparecimento são registrados diariamente no Brasil, contudo, os números na cidade do Rio de Janeiro assustam. Os familiares desses desaparecidos recorrem à Polícia Civil do estado, para que assim, as investigações sejam mais eficazes. A DDPA (Delegacia de Descoberta e Paradeiros) deixa o canal de comunicação aberto, como forma de conseguir o máximo de informações sobre as vítimas desaparecidas.

Desaparecidos: Caso Matheusa Passareli

Segundo O Globo, o desaparecimento de Matheusa Passarelli, não está incluso nesse levantamento, visto que sua morte foi confirmada  pela polícia na última segunda-feira, dia 07/05. A estudante de artes da UERJ, saiu de uma festa e foi vista pela última vez no bairro da Piedade, Zona Norte do Rio.  Matheusa, era não-binária (identidade de gênero que não é homem nem mulher, está entre os sexos ou além) e foi assassinada em uma Comunidade por traficantes.

Ela chegou ao morro do Dezoito, aparentemente dizendo frases desconexas e sem roupa. Diante disso, foi vítima de um “julgamento” realizado por bandidos, e, posteriormente morta. Segundo as investigações, o corpo da jovem foi queimado. A irmã de Maheusa, Gabe Passareli , escreveu em sua rede social: “(…) Infelizmente, as últimas informações que chegaram até nós e até a instituição pública que está desenvolvendo o processo de investigação, demonstram diferentes faces da crueldade a qual estamos submetidos(…). A razão do crime ainda não foi descoberta e o caso segue sob investigação da Polícia.

Saiba mais sobre o caso:
Etudante da UERJ, Matheusa Passareli, desaparecida

Cidade do Rio tem mais de 33 mil desaparecidos em 15 anos

Uma reportagem realizada pelo G1 em 2017,  mostra que entre os anos de 2002 e 2017, cerca de 30 mil casos ainda seguem sem solução. Diante disso, um levantamento feito pelo Ministério Público, indicou que 70% das vítimas em todo o estado são homens, e em sua maioria, com idade entre 35 e 64 anos. Para que as pessoas conseguissem se situar melhor, e, para que fossem alertadas, o PLID citou algumas das principais causas de desaparecimento:

  1. Conflitos interpessoas entre familiares (35%)
  2. Abandono por vontade própria (19%)
  3. Pacientes com problemas psiquiátricos (12%)
  4. Uso de drogas (8%)
  5. Vítima de Crimes (4%)

O caso da Larissa Gonçalves, que foi sequestrada em 2008 quando tinha apenas 11 anos, ainda segue em aberto. Raquel Gonçalves (quem a criou), é um exemplo de quem cansou de esperar e desistiu de aguardar uma resolução dada pela Polícia Civil. Agora, assim como outras dezenas de mães, ela segue um caminho independente e afirma querer processar o estado pelo descaso. Raquel não quer continuar no escuro, pois a incerteza a assombra (Hoje, Larissa estaria com 21 anos).

Contato para ajudar a encontrar desaparecidos

É de extrema importância que todos saibam e estejam a par desses desaparecimentos, pois qualquer informação referente a um desaparecido, a denúncia deve ser feita imediatamente. Para facilitar esse contato, o site da DDPA  oferece os seguintes dados para contato:

 

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