Fraudes em merenda escolar são investigadas no RJ

As fraudes em merenda escolar ocasionando a má qualidade ou falta dela é alvo de 74 inquéritos abertos atualmente. O levantamento do jornal O Dia em parceria com o Ministério Público investiga falhas no fornecimento da alimentação de crianças e jovens da rede municipal em 33 cidades do estado nos últimos sete anos.

Por outro lado, o Tribunal de Contas de Estado (TCE-RJ) fez auditorias em unidades educacionais. O órgão identificou falhas na merenda em escolas de 17 municípios no ano passado.

Investigações sobre fraudes em merenda escolar apontam superfaturamento

As investigações apontam: superfaturamento na compra de mercadorias por empresas contratadas pelas prefeituras; desvio de dinheiro repassado pelo governo federal; furto de comida por servidores; falta de infraestrutura para armazenar produtos e de transparência na prestação de contas; fiscalização deficiente; alimentos com prazo de validade vencido; e cozinhas precárias.

No último dia 27 o prefeito de Japeri, Carlos Moraes (PP), foi preso por associação a traficantes. Ele fez três contratos com DN Grill Produtos Alimentícios LTDA, em um deles com  R$ 2,2 milhões, sem licitação, os auditores do TCE-RJ encontraram indícios de sobrepreço em 30 mercadorias.

A farinha de aveia foi adquirida pelo preço 186,9% maior. No biscoito de maisena, a prefeitura pagou 67,5% mais caro. No feijão carioca, o acréscimo chegou a 76,2%. O sal, por sua vez, registrou alta de 53%.

A prefeitura de Japeri informou ao O Dia que não vai comentar nada até o fim do processo no TCE-RJ. Já Daniel Rodrigues Neves, sócio da DN Grill, também disse ao mesmo veículo que nega irregularidades. Ele ressalta que terceiriza a compra de alimentos para a merenda escolar.

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