Greve de motoristas de ônibus no RJ chega ao fim

A Greve de motoristas teve seu início nesta última segunda feira (11) chegou ao fim na noite da última terça (12).

Essa decisão foi tomada em assembleia na sede do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb) por motoristas e cobradores. Eles optaram por entrar na Justiça contra a ação do Rio Ônibus. A mesma que impede o fim da dupla função. Os rodoviários aceitaram a oferta da prefeitura em reajustar 7% dos salários, 50% na cesta básica e a implantação da biometria nas empresas.

A greve de motoristas e cobradores, segundo Sintraturb, teve suas paralisações realizadas de forma gradual. Ou seja, aos poucos até conseguirem manter nas ruas o mínimo exigido por lei.

Esse posicionamento foi aderido para que a população seja minimamente impactada. Isso, com os reflexos da diminuição de ônibus em circulação, nas ruas e dos corredores do BRT.

Segundo o Jornal do Brasil, os rodoviários já estavam em estado de greve, desde o dia 04/06. Entretanto, no dia 07/06, foi enviada uma proposta da RioÔnibus, que foi rejeitada pela categoria.

A Greve de motoristas e suas motivações

As reivindicações exigidas pela categoria são:

  • Reajuste de 10% no salário;
  • Pagamento de salários;
  • Pagamento de décimo terceiro;
  • Férias atrasados;
  • Melhoria de benefícios (plano de saúde, vale-alimentação de R$ 409,50, vale-refeição de R$ 480);
  • Fim da dupla função, que ocorre nos casos em que o motorista também exerce a atividade de cobrador;
  • Retorno da data-base para 1º de março;
  • Suspensão das multas e da pontuação com maior prazo para recursos.

Impactos causados pela greve

Conversamos com a estudante Thayla Viana, de 22 anos e moradora de Benfica, Zona Norte do Rio. No entanto, ela passou por uma situação complicada na última segunda-feira (11). Ela nos contou como foi atingida pela greve:

“Além da linha inteira do ônibus que pego (696) não ter saído da garagem, a avenida onde eu moro (Avenida Dom Hélder Câmara) foi interditada pelos grevistas, que estacionaram seus ônibus impedindo a passagem de outros, que não aderiram a greve.”

Com isso, disse ter sido afetada diretamente : “Não consegui chegar até a faculdade para fazer prova, e acabei sendo muito prejudicada por isso.”

Embora entenda e concorde com a causa dos grevistas, ela ressalta: “Eu sou totalmente a favor da greve, desde que não haja quebra quebra, seja uma greve sem violência.” finalizou.

Proposta feita pela Prefeitura

Segundo o G1, no final da manhã de Segunda-feira (11/06), o prefeito do Rio, Marcelo Crivela entrou em reunião para negociação com rodoviários e a RioÔnibus.

Posto isso, a princípio, a Categoria aceitou a proposta de aumento de 7% no salário (3,5 em Junho e 3,5 em Novembro). Além disso, contaram com a inserção da biometria e o aumento do valor da Cesta Básica, que vai de R$200,00 para R$300,00.

Contudo, ainda permanecem em greve, pois lutam para que o Prefeito acabe com o cargo de dupla função.

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