Presidente da Unidos da Tijuca culpa terceirizada por acidente no Sambódromo

O presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, deixou a 6ª DP (Cidade Nova) sem falar com a imprensa, no fim da tarde de segunda-feira (06), na companhia de três seguranças. Ele prestou depoimento por cerca de três horas sobre o acidente com um carro alegórico da escola, há uma semana, durante o segundo dia de desfiles no carnaval carioca.

De acordo com o advogado de Horta, Alexandre Lopes, a perícia preliminar realizada pela Polícia Civil descobriu que houve uma falha no equipamento hidráulico que movimentava a alegoria.

“Este equipamento é terceirizado pela escola. Há uma empresa que monta e é responsável pela manutenção e operação. Ninguém da escola pode manuseá-lo, somente a Berg Indústria Mecânica. E há um funcionário da Berg junto ao carro”, explicou o advogado.

Um representante da empresa citada por Alexandre também foi ouvido na delegacia. Ele deixou o local sem falar com os jornalistas, mas uma nota assinada pela advogada Renata Pires de Serpa Pinto foi entregue à imprensa. No texto, a Berg Indústria Mecânica trata como “prematuro” fazer qualquer afirmação, no momento, a respeito das causas do acidente.

Em seu depoimento, Horta disse aos policiais que foram feitos pelo menos oito testes no barracão, inclusive com os componentes sobre o carro, e nada de errado havia sido constatado no equipamento hidráulico. O presidente da Unidos da Tijuca também negou aos policiais que a alegoria palco do acidente estivesse superlotada na Avenida.

Na madrugada da última terça-feira (28), a estrutura de um carro da Unidos da Tijuca caiu e pelo menos 15 pessoas ficaram feridas. Componentes foram retirados da alegoria pelos bombeiros, e integrantes da escola fizeram uma barreira para impedir que pessoas chegassem perto do carro, que atrapalhou a entrada das alas durante o desfile.

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