Revistas penitenciárias detém dois parentes de presos diariamente

As revistas penitenciárias retém cerca de duas pessoas por dia ao tentar entrar nas unidades com materiais ilícitos. Isso é o que revela a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Entre os produtos barrados podem ser encontrados itens como maconha, cocaína e crack, além de celulares, chips telefônicos, baterias, dinheiro e até mesmo armas. Esses materiais foram flagrados camuflados em frutas, bolos, solas de calçados, cigarros, bíblias, canudinhos de plásticos, roupas, carrinhos de bebês, grudados no próprio corpo e até mesmo no estômago e nas partes íntimas. Além disso, houve também tentativa de se ludibriar a polícia com o uso de pipas e drones. Esses, geralmente interceptados a noite.

Em entrevista concedida ao Jornal O Dia, o secretário da Seap, delegado David Anthony, afirmou que: “as ações de apreensões e prisões passaram a ter mais êxitos depois que equipes da superintendência de inteligência da Seap, começaram a agir em conjunto com integrantes da coordenação de unidades prisionais do Grande Rio. Além disso, há também a atuação da Corregedoria do órgão e a direção das próprias unidades prisionais. Seja qual for a irregularidade, no sentido de se tentar beneficiar presos. Nós passamos a ficar ainda mais atentos, 24 horas por dia”.

A Seap não informa, “por motivos de segurança”, os detalhes sobre o uso de câmeras, detectores de metais e, principalmente, bloqueios de sinais de celulares nas recepções dos presídios. A secretaria vem tendo dificuldades para realizar processo de licitação para atualização de bloqueadores no maior complexo penitenciários do país. No entanto, nenhuma empresa quis participar da concorrência, cujo valor é de R$ 65,5 mil, que prevê a abrangência para o bloqueio de todas as operadoras.

Flagrantes em revistas podem gerar aumento da pena para o detento

De acordo com a lei quem for flagrado com itens proibidos pode responder por diversos crimes, como posse ou tráfico de drogas por exemplo. Já o encarcerado pode ser punido com mais um processo e aumento da pena. Além de perder benefícios como a redução da pena. No Estado, as revistas consideradas vexatórias a visitantes foram proibidas há um ano. Conforme acordo judicial assinado no ano de 2015 entre a Defensoria Pública do estado e o Poder Executivo.

A medida proíbe a inspeção corporal. Que enquadram a visual, manual ou com auxílio de instrumentos, na qual a pessoa revistada precise se despir total ou parcialmente. Ou ainda assim, agachar, saltar, ou se submeter a qualquer outra forma de tratamento considerado degradante. Caso esse acordo seja descumprido a multa diária é estimada em R$ 10 mil. Dessa forma os processos de revista passaram a ser feitos com detectores de metais, raios-x de bagagem e scanner corporal.

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