Witzel: A ordem é atirar e “abater” traficantes

RO Governador eleito Wilson Witzel (PSC) rebateu as críticas feitas pelo Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. O Ministro criticou o anúncio de Witzel que irá chamar atiradores de elite para “abater” bandidos com fuzis em ações policiais. Ainda assim, Witzel afirmou que se trata de questão de interpretação da lei, e salientou que os soldados não poderão fazer interpretação diferente.

Em entrevista concedida a imprensa na última quarta-feira 31/10, após a primeira reunião de transição. O Ex-juiz afirmou aos jornalistas que: “Hermenêutica é uma ciência da qual páginas e páginas são escritas a respeito da interpretação da lei. A minha visão sobre o que é legítima defesa está em sintonia com milhares de juristas. Cada um tem uma interpretação. Quem não pode ter hermenêutica na cabeça é o soldado, que olhando alguém de fuzil vai atirar e vai abater. Hermenêutica fica para nós.”

Witzel reforça ideia de manter as forças armadas no Rio

Witzel reforçou a intenção de manter as Forças Armadas no estado até outubro por meio de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Ainda que a intervenção federal na segurança do estado termina em 31 de dezembro. No entanto é certo que até 30 de junho de 2019 a estrutura do gabinete de intervenção permanecerá ativa. De acordo com o plano de transição já assinado pelo Governador Luiz Fernando Pezão.

Em sua crítica sobre a proposta do Governador eleito do Rio. Jungmann afirmou que: “É uma proposta que precisa passar pelo crivo das leis, da legislação e da Justiça. Não podemos ter nenhum tipo de atividade que não seja devidamente legal, que não esteja nas normas da Justiça. E hoje não está. Teria que ter então uma modificação legislativa para que ela pudesse vir a acontecer.”

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