Impressora em braile é criada por jovens do interior de SP

A impressora em braile foi desenvolvida por estudantes do Ensino Técnico de Informática Integrado ao Médio da ETEC, localizado na cidade de Registro que fica no interior de São Paulo. O equipamento é feito com materiais de baixo custo e foi desenvolvido com o intuito de propiciar maior inclusão social para pessoas com deficiências visuais.

A impressora foi criada pelos jovens Victor Oussawa, Henrique Oliveira e William Pioker, virou tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Assim sendo, o equipamento, por meio de um aplicativo, converte os textos e imprime em braile.

A princípio, a estrutura da impressora é feita com madeira compensada, três motores, arduíno e uma placa de prototipagem eletrônica. E, o projeto durou cerca de oito meses para ser feito.

A impressora em braile possuí três eixos que são movimentados por meio de uma barra. O primeiro eixo impulsiona a barra, o segundo é o responsável por criar o relevo da escrita braile e o terceiro puxa a folha para trás. O arduíno coordena todos os equipamentos. “Para fazer os pontos do braile, usamos a ponta de uma caneta para fazer o relevo. Embaixo da folha, utilizamos o EVA para que a ponta da caneta, quando encostar no papel, ela abaixe o papel e faça o relevo“, explica William.

Segundo os estudantes, um dos grandes diferenciais do equipamento é o custo. Para desenvolver a impressora, o grupo gastou apenas R$ 400. Atualmente, no mercado, o valor de um equipamento semelhante é em torno de R$ 10 mil.

Impressora em braile permite acessibilidade

A impressão pode ser feita por meio de comando de voz, alternativa prática e necessária aos deficientes visuais. “O nosso aplicativo foi adaptado para o modo acessibilidade do celular, que é o modo que os deficientes visuais utilizam no celular. Eles podem digitar o texto ou usar o modo de reconhecimento de voz. Pressionar um botão, que detecta a voz do usuário e depois converte para texto. E enviar e começar a realizar a impressão”, explica Vitor Oussawa, um dos desenvolvedores do projeto.

O projeto foi colocado em exposição na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que aconteceu em outubro de 2019, em Registro. Assim sendo, despertou o interesse de pessoas que enxergam o equipamento como um facilitador educacional.

Conseguimos um investidor e ele está querendo levar o nosso projeto para uma instituição de deficientes visuais que, no caso, é uma necessidade, é algo que eles precisam“, falou William Pioker.

Ademais, qualquer pessoa pode utilizar a impressora e não é necessário ter conhecimento sobre o braile. Primeiro, o usuário deve escrever o texto no computador ou em um aplicativo para celular. Em seguida, um programa converte o texto para o braile e faz a conexão com a impressora, que o transforma e imprime no papel.

Deixe uma resposta