Cidadania

Álcool em gel pode causar queimaduras na pele

Nariene da Silva Xavier
Escrito por Nariene da Silva Xavier em 27 de junho de 2020
Álcool em gel pode causar queimaduras na pele

Nesse período de pandemia do novo coronavírus, uma das maneiras mais eficientes de se reduzir os riscos da infeção é manter boas práticas de higiene. Como por exemplo, limpar sempre as mãos. Para isso, além de lavá-las com água e sabão, o álcool em gel 70% é um dos produtos mais eficientes nessa higienização, mas seu uso requer cuidados.

Em entrevista ao Canaltech, a doutora em engenheira química, Luisa Fernanda Rios Pinto, declarou qualquer álcool acima de 54% ou com uma porcentagem superior a essa já é um produto inflamável, o que faz da versão em gel com 70% igualmente combustível, em alguns casos específicos. Luiza é formada pela UNICAMP e tem pós-doutorado no ALGAE R&D Centre da Murdoch University, na Austrália.

É possível que pegue fogo o lugar onde o álcool em gel foi passado, caso ainda não tenha secado. O problema é a chama quase transparente, o que faz com que não perceba que está acesa”, alerta a doutora em engenharia química sobre o fogo.

Fonte: Canaltech

Sobre essa chama menos chamativa, a pesquisadora e engenheira química esclarece: “A diferença entre o álcool líquido e em gel é que o em líquido vai produzir uma chama mais forte. A mesma, evaporar mais rápido“. O processo é o inverso na versão gelatinosa, ou seja, a chama é mais fraca, porém mais duradoura. Ambos os casos trazem risco para quem manuseia.

Tipos de queimaduras provocadas pelo Álcool em gel

As queimaduras de primeiro grau envolvem danos apenas à epiderme. Elas não mostram feridas abertas ou bolhas, curam sem cicatrizes e não requerem tratamento cirúrgico.

As queimaduras de segundo grau, em grau superficial, geralmente se recuperam com o cuidado local em 10 a 14 dias. Lesões desse tipo apresentam bolhas e são dolorosas devido à exposição das terminações nervosas na derme. Em grau profundo, as lesões apresentam uma fase inflamatória de cicatrização prolongada, podendo resultar em comprometimento funcional.

As queimaduras de terceiro grau envolvem toda a espessura da epiderme, derme e tecido subcutâneo. Além disso, as feridas não podem ser restauradas devido à perda total de anexos epidérmicos e derme.

Por fim, as queimaduras de quarto grau envolvem estruturas como músculos, tendões e ossos. Sendo essas, lesões graves que requerem reconstruções elaboradas e, ocasionalmente, amputações.

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