Atropelamento é a principal causa de morte no trânsito do Rio

O Instituto de Segurança Pública (ISP), em parceria com a Coordenadoria de Estatística e Acidentologia do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran.RJ), informou que atropelamento é a principal causa de morte no trânsito, A pesquisa mostra que, em 2018, atropelamentos causaram 35% da mortes no trânsito do Estado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 18 de setembro, e fazem parte da terceira edição do Dossiê Trânsito.

Em 2018, 1.957 pessoas morreram e 27.520 se lesionaram em acidentes de trânsito no estado, isso significa que, em média 81 pessoas se envolveram em acidentes de trânsito por dia.

O ano de 2018 registrou cerca de 11 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes, mantendo-se estável nos últimos três anos. O Interior do Estado apresentou a maior taxa por 100 mil habitantes: foram 14,1 mortes por 100 mil habitantes.

Ao analisar as causas das mortes no trânsito, o Dossiê mostra que 35,2% das mortes foram provocadas por atropelamento e 24,7% por colisão de veículos. Além disso, 44,7% das vítimas fatais de atropelamento tinham mais de 60 anos e 37,3% tinham entre 18 e 29 anos.

Atropelamento é a principal causa de morte + infrações de trânsito

De acordo com dados da Coordenadoria de Estatística e Acidentologia do Detran.RJ, no ano passado, o estado do Rio de Janeiro registrou 4.822.305 infrações de trânsito. Metade dessas infrações foram por excesso de velocidade. A capital é a região do estado com a maior proporção de infrações (60,6%), seguida do Interior (22,3%).

Os homens são os principais infratores de trânsito, sendo responsáveis por 59,6% dos casos. Já as mulheres cometeram 22,1% das infrações.

As pessoas de 31 a 40 anos cometem 21,1% das autorias, seguida da faixa de 41 a 50 anos, com 18,9%.

Lei Seca

No ano em que a Lei Seca completa 10 anos, os pesquisadores mostram que, desde 2009, o número de ações cresceu a cada ano, sendo 2015 com mais ocorrências (2.984 operações). Nos anos de 2015 e 2016 foram registradas as menores taxas de acidentes fatais no estado e os índices de acidentes não fatais tiveram quedas expressivas. O número de condutores abordados por operação se manteve estável nesse período, a Operação Lei Seca abordou cerca de 901 condutores por dia em 2018. Destes condutores, 14.147 foram flagrados pela operação com sinais de alcoolemia e aproximadamente 80% dos condutores parados se recusaram a realizar o teste do etilômetro.

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