Cidadania

Olimpíada do RJ de 2016 têm avaliação negativa

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 12 de novembro de 2020
Olimpíada do RJ de 2016 têm avaliação negativa

Mais de quatro anos após a realização das Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, os eleitores da cidade avaliam o legado do evento de forma negativa. Isto, tanto para si quanto para os demais moradores da cidade.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha, mais da metade dos entrevistados (67%) consideraram que o evento trouxe mais prejuízos do que benefícios para os residentes da cidade. A pesquisa demonstrou também que os mais pobres são os mais afetados. Na faixa de renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 73% consideram que os Jogos trouxeram mais prejuízos. 

A produção do evento custou mais de R$ 40 bilhões. Isto, entre investimentos feitos pela iniciativa privada, governo federal, prefeitura do Rio e governo estadual. Atualmente, o comitê organizador dos Jogos possui uma dívida considerada impagável devido a falta de fonte de renda. Até o ano passado, o valor era de R$ 420 milhões.

Entre o legado material, alguns equipamentos esportivos continuaram a ser utilizados por atletas de alto rendimento. Até este ano, no entanto, não foi dada uma solução definitiva ao Parque Olímpico da Barra, o principal palco do evento.

Em janeiro, a Justiça Federal no Rio de Janeiro chegou a determinar a interdição do Parque Olímpico e do Complexo Esportivo de Deodoro por falta de licenças exigidas para seu funcionamento. Já o velódromo, localizado dentro do Parque Olímpico, foi atingido por dois incêndios em 2017, ambos causados por quedas de balões.

Os Jogos Olímpicos do Rio foram realizados de 5 a 21 de agosto de 2016. No mês seguinte, a cidade sediou a Paraolimpíada. Os atletas brasileiros obtiveram os melhores resultados da história nos dois eventos, que transcorreram com poucos incidentes mais graves.

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