Coleta domiciliar de produtos é uma opção durante a pandemia

A coleta domiciliar de produtos é uma opção para os clientes que não querem ir até os Correios devolver os produtos. Lojistas como Dafiti Renner dão uma nova opção, que é simples: basta que o cliente faça o pedido de devolução pelo site ou pelo aplicativo e a própria empresa enviará um agente dos Correios ou de uma transportadora para buscar o item.

O procedimento de coleta domiciliar de produtos funciona tanto para troca quanto para devolução, e as próprias lojas dão instruções sobre como o produto deve ser embalado. Em geral, basta que o cliente coloque o produto na mesma caixa ou sacola em que foi enviado, e que deixe a nota fiscal do lado de dentro. Já o dia e o horário para a coleta são informados previamente.

Nos Estados Unidos essa opção de logística reversa é muito comum. Aqui no Brasil é menos, pois é bem mais caro. Mas as lojas acabaram adotando essa estratégia na pandemia, para seguir vendendo“, explica Patricia Cotti, diretora do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo).

A saber, o método em si não é novidade, pois várias empresas já ofereciam a opção de coleta para parte dos clientes. A questão é que a comodidade era restrita a moradores de algumas regiões nas grandes capitais, onde há mais opções de empresas que fazem o serviço. Agora as empresas reforçam as estruturas de logística para levar a opção da coleta em casa para mais cidades.

Além disso, compras de menor volume acabavam não sendo contempladas pela coleta, pois o envio dessas encomendas pelos Correios acabava sendo mais ágil e barato. No novo cenário, até uma única peça de roupa pode ser coletada na casa do cliente.

Coleta domiciliar de produtos pode ser um desafio para as empresas

O custo da operação é o maior desafio na equação. “Como tendência e como comportamento do consumidor, isso veio para ficar. Se mais empresas vão aderir é uma dúvida. As lojas têm o desafio de construir uma logística eficiente no e-commerce, principalmente depois que os Correios começaram a ter problemas“, analisa a diretora do Ibevar.

Patricia também conta que mais transportadoras passaram a oferecer o serviço de logística reversa, especialmente na “última milha”. Isto é, no chamado trecho que conecta o centro de distribuição da empresa até a casa do cliente. Tudo isso porque as vendas pela internet também cresceram durante a pandemia, o que sobrecarregou essas transportadoras.

Vai chegar um momento em que ou as empresas vão adotar soluções mais eficientes, ou vão deixar de oferecer a opção de coleta por causa da margem“, afirma Cotti. Ela explica que muitas empresas estão organizando estruturas robustas de logística reversa ou reunindo diversas transportadoras parceiras em uma espécie de hub. E, dessa forma, é possível atender a volumes maiores de entregas e devoluções em uma única região, por exemplo, para tentar reduzir os custos.

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