Cidadania

Colômbia vive caos durante confrontos que causaram 19 mortes

Bruno Albuquerque
Escrito por Bruno Albuquerque em 7 de maio de 2021
Colômbia vive caos durante confrontos que causaram 19 mortes

A Colômbia vive uma onda de protestos que já causou mortes e transformou o país em um cenário repleto de caos. Os confrontos entre a polícia e os manifestantes resultaram em mais de 800 pessoas feridas, 85 desaparecidos e 19 mortos ( um policial e 18 civis). As ruas das cidades de Bogotá, Armenia e Barranquilla estão repletas de manifestantes. No entanto, Cáli virou o centro da crise. O estopim da crise começou, sobretudo, com a proposta do presidente colombiano Iván Duque que pretendia criar uma nova reforma tributária.

Os termos da proposta pretendiam criar uma arrecadação de impostos por meio de pontos polêmicos, como o aumento da alíquota sobre bens básicos e no aumento do imposto sobre a renda. O governo da Colômbia defende o acréscimo para gerar uma receita equivalente a 2% do PIB. O objetivo disso se baseia no sustento aos programas sociais criados durante a pandemia.

Jair Vega, Professor de Comunicação e integrante do Grupo de Investigação em Comunicação, Cultura e Mudança Social da Universidad del Norte, deu a seguinte afirmação em uma entrevista ao portal Lance! “Estes fatores desembocaram em uma mobilização muito forte em 21 de novembro de 2019. A partir daí, o presidente Duque acenou com um acordo para um diálogo nacional. Porém, logo depois, trouxe condutas que não incluíram as propostas sociais”, relatou o professor sobre a situação vista na Colômbia.

No último domingo (01), o presidente Duque pediu ao congresso que retirasse de pauta as medidas de aumento do imposto de renda e, principalmente, a proposta de reforma tributária. Entretanto, os protestos continuam, sobretudo, pelos indivíduos presos e desaparecidos durantes os manifestos. Aliás, a repressão policial chamou a atenção da ONU (Organização da Nações Unidas) que acusou uso excessivo de força pelas forças de seguranças.

Caos na Colômbia também afetou o futebol

A crise vivida no país afetou até mesmo o futebol, principalmente, os jogos da copas Sul-Americana e Libertadores da América. A partida válida pelo grupo D, da Libertadores, entre River-Plate e Santa Fé foi transferida para capital paraguaia, Assunção. Algo similar aconteceu com o Fluminense, que precisou remanejar a partida contra o Junior Barranquilla para a cidade de Guayaquil, no Equador.

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