Consumo pós-pandemia deve ter redução, segundo pesquisa

O consumo pós-pandemia terá uma queda de 7,2%, segundo uma projeção feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Cerca de 69 milhões de brasileiros, ou 42% da população, pretendem comprar menos nos próximos meses comparado ao que gastavam antes da pandemia do coronavírus. Estes dados são da pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva.

A diminuição no consumo tem relação direta com a queda na renda provocada pela pandemia. “Há mais de cem dias dentro de casa, as pessoas descobriram o que precisam e o que não precisam“, diz Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. “Com a pandemia, o consumidor racionalizou as compras“, completou.

A comprovação de que o consumo pós-pandemia diminuirá foi confirmada por uma pesquisa da consultoria Bain & Company. A enquete feita por eles, ouviu 1,6 mil pessoas. Esta, aponta ainda que, em todos os segmentos, o número de pessoas que pretendem gastar menos é maior do que o dos que devem aumentar gastos depois da pandemia.

Em serviços, por exemplo, 57% dos consultados declararam que vão gastar menos em viagens, 51% em eventos, 41% em academias, 36% em restaurantes. “As pessoas não sabem quanto tempo a pandemia vai durar, e por isso há mais gente prevendo desembolsar menos“, observa Frederico Eisner, sócio da consultoria.

Ademais, a diminuição das compras na quarentena e no período de pós-isolamento deve ser diferente para cada segmento de consumo, segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Assim sendo, itens como varejo online, entrega de comida, ensino a distância, por exemplo, cresceram e devem se manter em alta.

Além dos citados acima, o consumo de alimentos, de serviços de telecomunicação e de produtos de limpeza também aumentou, mas ainda deve se estabilizar. Já os serviços prestados por cinemas, hotéis e restaurantes tiveram forte queda e a recuperação deve ser lenta.

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