Crianças com autismo: brasileira cria aplicativo e ajuda na alfabetização

Aplicativo para crianças com autismo é criado pela brasileira Ana Sarrizo, moradora de Belo Horizonte. O aplicativo visa ajudar na alfabetização de crianças através de um jogo.

Como assistente social e pesquisadora, Ana visitou crianças autistas em uma comunidade carente e percebeu a falta de ferramentas adequadas para o tratamento das crianças.

Atualmente de acordo com a Organização Mundial de Saúde (ONU), aproximadamente 70 milhões de pessoas em todo o mundo tem autismo, cerca de dois milhões só no Brasil.

O Transtorno de Espectro do Autismo (TEA) gera transtorno no neurodesenvolvimento e tem como características um padrão de comportamentos repetitivos e dificuldades na interação social. Desta forma prejudica a comunicação, a sociabilização e a imaginação.

Crianças com autismo: processo de desenvolvimento do Aplicativo

O objetivo do aplicativo “Brainy Mouse” é dar auxílio na alfabetização de uma forma leve com o uso de um jogo. “O game é para auxiliar na alfabetização, qualquer criança pode brincar. O que acontece é que jogo apresenta argumentos a crianças que apresentam esse tipo de deficiência que vão desenvolver a habilidade cognitiva dela”, explica Sarrizo.

Após seis meses da versão beta, tempo em que o jogo foi testado em Belo Horizonte, São Paulo e nos Estados Unidos o App vinha na versão em inglês, quatro meses depois ele foi gerado na versão em Português.

Existem três níveis de autismo, o nível leve, o moderado e o severo e cada criança possui um desenvolvimento diferente. O aplicativo possibilita que cada criança altere funções do menu de acordo com a necessidade e o humor.

Como aprender com o aplicativo

O jogo se passa dentro de uma cozinha onde um ratinho (personagem da criança) precisa montar pratos típicos de vários países. Os ingredientes são separados por sílabas e é preciso montar as palavras sem que o chefe da cozinha capture o rato.

As palavras devem ser formadas da esquerda para a direita, gerando o costume com a maneira correta da escrita ocidental.

A criança também pode buscar ajuda se o jogo se complicar. Sendo assim ela pode desenvolver a capacidade de socialização e interação.

“O game é para auxiliar na alfabetização, qualquer criança pode brincar. O que acontece é que jogo apresenta argumentos a crianças que apresentam esse tipo de deficiência que vão desenvolver a habilidade cognitiva dela”, explicou a criadora do aplicativo.

O jogo tem um custo de US$ 4,99 e o valor arrecado vai para a Fundação Brainy Mouse que investe em pesquisas em prol da cura, soluções e outros jogos interativos que possam beneficiar crianças com autismo, TDAH, distrofia muscular ou síndrome de Down.

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