Cidadania

Violência doméstica poderá ser denunciada por Whatsapp

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 11 de novembro de 2020
Violência doméstica poderá ser denunciada por Whatsapp

O aplicativo de mensagens Whatsapp passou a fazer parte do Ligue 180 para receber denúncias de violência contra mulher. A medida começou a valer no dia 29 de outubro e foi anunciada pela ministra Damares Alves, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. “O Whatsapp agora oficialmente faz parte dessa rede de proteção a mulher”, informou a ministra na transmissão ao vivo do lançamento. O número para acionar o serviço no aplicativo é (61) 99656-5008.

O canal que facilita as denúncias, no entanto, chega mais de seis meses depois do início das medidas de distanciamento social, que geraram um aumento significativo dos casos de violência doméstica. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, durante os primeiros seis meses deste ano houve um aumento de 1,9% dos casos de feminicídio em relação ao mesmo período de 2019. Isto, devido ao isolamento social. Os dados mostram também que, somente em abril, auge do isolamento, o 180 registrou um aumento de 37% nas denúncias comparando com o mês passado. 

O funcionamento do serviço

Apesar disso, o serviço busca facilitar as denúncias com atendimento instantâneo, atendentes reais e com a possibilidade de envio de imagens diretamente pelo aplicativo para que seja feito o registro da queixa. Ele funcionará 24 horas por dia e também nos fins de semana e feriados. Da mesma forma que funciona o Ligue 180 e o aplicativo Direitos Humanos Brasil. O serviço também se estende para mulheres brasileiras que moram no exterior e que passam por alguma violência ou violação dos direitos humanos.

A promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Gabriela Manssur, ressalta a necessidade do novo serviço: “O canal fornece informação para essa mulher e o acesso rápido ao sistema de Justiça, porque automaticamente o 180 já tem todo o fluxo para levar essas denúncias para as autoridades competentes, que estão equipadas para emergencialmente salvar essa mulher da violência, com medidas protetivas, prisões em flagrantes, com instrução probatória para uma futura condenação e pode colocar a mulher em toda a rede de proteção, acolhimento e combate a violência”.

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