Cidadania

Desigualdade racial no mercado de trabalho bate recorde

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 26 de novembro de 2020
Desigualdade racial no mercado de trabalho bate recorde

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Economia, a desigualdade racial no mercado de trabalho brasileiro é histórica e aumentou com a pandemia do novo coronavírus. 

De acordo com pesquisa divulgada pelo Estadão, a diferença na taxa de desemprego entre pretos, pardos e brancos alcançou em junho 5,45 pontos percentuais. Esse número é o maior desde 2012.  E isto, é devido as medidas de distanciamento social fechando milhões de vagas e impondo ao trabalhador a ficar em casa.

Nesse sentido, enquanto o desemprego atingiu 15,8% entre pretos e pardos em junho, entre brancos, amarelos e indígenas, ficou em 10,4%. Isto, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) contabilizados pela consultoria LCA.  A diferença decorre, sobretudo, do fato da população negra ocupar mais cargos que demandam pouca qualificação, que costumam ser os primeiros cortados em uma recessão.

Os índices mostram que grande parte dessa população também está no mercado informal e não pode trabalhar por causa das medidas de isolamento social. Entre abril e junho, o número de pessoas nesse segmento caiu 24,9%  em comparação com o mesmo período do ano passado. Foi o maior recuo entre todos os grupos analisados pelo IBGE.

Em resumo, os pretos e pardos, que representam mais da metade da população do país (56,8%), foram os mais prejudicados pelos efeitos da crise no mercado de trabalho, sobretudo os pretos.

Os dados apontam que:

  • O desemprego aumentou mais entre os pretos.
  • A taxa de desemprego entre os pretos foi mais expressiva que entre os demais.
  • O nível da ocupação entre os pretos ficou ainda menor que o dos brancos
  • A queda da taxa de ocupação entre os pretos foi mais intensa que entre os demais.
  • Pretos têm menor proporção entre os trabalhadores com carteira assinada.
  • A remuneração dos pretos é menor que a dos demais em todos os segmentos.

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