Cidadania

Desmatamento na Amazônia aumenta 9,5% em 2020

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 30 de novembro de 2020
Desmatamento na Amazônia aumenta 9,5% em 2020

O desmatamento na Amazônia tem aumento de 9,5% de acordo com números oficiais do governo federal divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De agosto de 2018 a julho de 2019, o Inpe registrou 10.129 km² de área desmatada, já entre agosto de 2019 e julho de 2020, 11.088 km².

Os dados apresentados pelo Inpe são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), considerado o mais preciso para medir as taxas anuais. Este, é diferente do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mostra os alertas mensais e já sinalizava tendência de aumento.

O Inpe considera a taxa divulgada uma estimativa, já que a taxa consolidada será apresentada no primeiro semestre de 2021. Por outro lado, o Prodes considera o intervalo entre agosto e julho porque o período abrange tanto as épocas de chuva quanto as de seca na região amazônica. Desse modo, leva em conta os momentos mais cruciais no “ciclo do desmatamento” e é capaz de identificar eventuais influências do clima.

A informação divulgada pelo projeto ainda é preliminar. Dessa forma, como em edições anteriores, o Inpe revisará o dado no primeiro semestre do ano seguinte, para chegar à taxa consolidada.

Ademais, o Prodes faz o mapeamento com imagens dos satélites Landsat, CBERS e ResourceSat. Assim sendo, o sistema consegue quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. Também registra o chamado “corte raso” das florestas, que é a remoção completa da cobertura florestal primária.

Pico do desmatamento na Amazônia

O pico do desmate ocorreu em 1995, 29.059 km², período que abrange os governos Itamar Franco e Fernando Henrique. Entretanto, o número caiu para 13,2 mil km² em 1998. Já em 2004 (agosto/2003 – julho/2004), novamente a área passou dos 20 mil km², chegando ao total de 27,7 mil km².

À época sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo lançou um plano de ação que incluiu a criação do Deter. Na visão dos especialistas, as medidas foram essenciais para a trajetória de queda nos anos seguintes, chegando ao menor número em 2012, com cerca de 4,5 mil km² desmatados.

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