Cidadania

Educação financeira passa a ser aplicada na rede pública de ensino

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 19 de maio de 2021
Educação financeira passa a ser aplicada na rede pública de ensino

A educação financeira em sala de aula por meio das disciplinas de português, matemática, história e geografia é aplicada por um programa piloto, chamado “Aprender Valor”, comandado pelo Banco Central (BC). Atualmente, o programa funciona em cinco estados, mais o Distrito Federal, e capacita professores para lecionar sobre educação financeira.

A princípio, o projeto é para estudantes do 1º ao 9º ano da rede pública de ensino. E a ideia é fazer com que as crianças e os jovens lidem melhor com dinheiro e garantir que mesmo pessoas de baixa renda consigam poupar se tiverem disciplina e adquirirem o hábito.

O Banco Central planejava iniciar as atividades do “Aprender Valor” em 2020. Entretanto, devido a pandemia de covid-19, houve mudança na metodologia de ensino, antes planejada exclusivamente para sala de aula. Com isso, o ensino a distância é usado para formar professores e estudantes. Além do Distrito Federal, o programa atende alunos do Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Pará.

A saber, o objetivo do BC é que os alunos aprendam os conceitos necessários para planejar o uso do dinheiro, poupar ativamente e fazer uso consciente de crédito oferecido por bancos e financeiras. A meta de alunos impactados no piloto subiu de 25 mil para 30 mil, em 400 escolas de mais de 250 municípios.

Andamento da educação financeira na rede pública de ensino

Inicialmente, além de planos de aula, vídeos e tutoriais, os educadores aprendem como ensinar os conceitos de educação financeira e como usar esses recursos educacionais. Além disso, terão um módulo sobre gestão de finanças pessoais. Assim sendo, serão capacitados 6.300 profissionais nas seis unidades da federação, entre professores, gestores escolares, técnicos de secretarias de educação e dirigentes municipais de educação.

Dos estudantes que participam do piloto, 13 mil foram avaliados em abril em português, matemática e letramento financeiro. O mesmo grupo fará novos exames em agosto para que seja identificada a evolução no aprendizado dos conceitos de educação financeira. Dessa forma, ao final de 2022, o BC quer educar 22 milhões de alunos.

Já a expansão para todos os estados da federação deve começar no segundo semestre de 2021. Para isso, o órgão público contratou o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para desenvolver uma plataforma online de capacitação dos professores e diretores. Serão gastos R$ 11 milhões, em três anos de projeto, custeados pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Ministério da Justiça.

Ademais, dos 19 projetos escolares disponibilizados, com planos de aula, vídeos, tutoriais e atividades, seis foram adaptados para ensino a distância. Outros 35 estão prontos para serem oferecidos aos alunos ao longo do ano.

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