Cidadania

Eleições 2020 no Brasil não têm mais disputas proporcionais

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 16 de novembro de 2020
Eleições 2020 no Brasil não têm mais disputas proporcionais

As eleições 2020 deste último domingo (15) não contaram com as disputas proporcionais. Ou seja, a eleição deste ano foi a primeira na qual os candidatos a vereadores concorreram exclusivamente pelo próprio partido e não como parte de uma aliança entre legendas.

O Congresso Nacional em 2017 aprovou uma minirreforma eleitoral, com a justificativa de evitar o chamando “efeito Tiririca”. Nele, os concorrentes mais fortes e bastante votados acabavam elegendo, de carona, candidatos que tenham recebido poucos votos e de partidos menores. Ou seja, não teriam condições de atingir o mínimo necessário para entrar na Câmara Municipal.

Os partidos menos representativos terão, na teoria, mais dificuldades para atingir o quociente eleitoral, que é o resultado da divisão do número de votos válidos (excluindo brancos e nulos) pela quantidade de cadeiras no Legislativo.

Com isso, o impacto dos “puxadores de voto” não deixa de existir mas, ao menos, é minimizado. Além disso, os candidatos “carregados” por concorrentes muito votados são do mesmo partido, o que diminui a chance de que postulantes com perfis ideológicos completamente distintos sejam eleitos pelo “efeito Tiririca”.

Resultado das Eleições 2020

Em todo o Brasil, foram registradas 557,3 mil candidaturas nos 5.568 municípios e havia 147,9 mil eleitores aptos a votarem nas eleições municipais deste último domingo (15).

O prefeito Gean Loureiro (DEM) foi eleito no primeiro turno para mais um mandato na prefeitura de Florianópolis. Ele obteve 126.144 votos, o que representa 53,46% dos votos válidos, garantindo a vitória em turno único.

Na capital do Rio Grande do Sul, Sebastião Melo (MDB) e Manuela D’Ávila (PCdoB) estão no segundo turno. Melo obteve 31,01% dos votos, enquanto Manuela conquistou 29%.

Rafael Greca (DEM) foi reeleito em Curitiba. Já em São Paulo, a eleição será decidida em 29 de novembro. Bruno Covas e Guilherme Boulos disputarão segundo turno.

Por fim, no Rio de Janeiro a disputa será decidida no segundo turno entre o ex-prefeito Eduardo Paes e o atual, Marcelo Crivella. Paes (DEM) obteve 37,01% dos votos válidos contra 21,9% de Crivella (Republicanos).


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