Mais de 20 estações do BRT estão abandonadas no Rio

As estações do BRT viraram terra de ninguém. A situação é pior nas imediações do Cesarão, onde duas foram fechadas após serem depredadas.

Das 22 paradas do trecho, pelo menos oito delas não possuem bilheteiros. Há apenas um controlador de acesso, cuja função é evitar que os passageiros pulem a roleta. Mas eles dizem não ter como impedir a entrada dos caloteiros pelas laterais e, por medo de agressão, fazem vista grossa.

As estações do BRT nas imediações do Cesarão estão abandonadas

No Cesarão 2, nem a catraca está lá. O equipamento quebrou e não foi trocado. A iluminação interna é garantida por uma gambiarra, com lâmpadas em bocais pendurados por um fio. Segundo passageiros, a ligação foi feita diretamente da fiação de um poste da rua, por ambulantes que montaram bancas no interior da estação.

O prejuízo mensal para manter as condições mínimas de operação do corredor no trecho, que atende 30 mil passageiros por dia, é de R$ 800 mil.

O BRT informou ainda que o risco operacional de que se feche o trecho com as 22 estações em curto prazo permanece. Sobre a falta de bilheteiro, o BRT esclareceu que decidiu deixar a máquina de autoatendimento funcionando.

No fim de novembro, a Câmara Municipal derrubou o veto do prefeito Marcelo Crivella e aprovou uma lei contra o calote no BRT. Prevendo multa de R$ 170 para caloteiros. Entretanto, para entrar em vigor, a medida ainda precisa ser publicada e regulamentada. O vereador Felipe Michel (PSDB), autor da proposta, acredita que ela vá reduzir a ação dos vândalos.

Deixe uma resposta