Primeiro dia do fim das sacolas plásticas no Rio foi de transtorno

Hoje (26) foi o primeiro dia do fim das sacolas plásticas no Rio de Janeiro. De acordo com a lei estadual nº 8.006/18 de autoria do deputado Carlos Minc (PSB-RJ) está proibido o fornecimento de sacolas plásticas pelos estabelecimentos.

O primeiro dia foi de transtorno para pessoas que não sabiam que a lei de fato seria colocada em prática hoje. É o caso da vendedora Alice Santos que disse que “não sabia da lei fui ao mercado despreparada e não pude comprar as sacolas, me deram duas maiores e fui embora com medo que elas rasgassem”. Segundo ela, a atendente só deu informação depois de passar todos os itens, o que ela julga errado.

De acordo com Assistente Financeira Lilian Aguiar “a iniciativa é importante para o estado do Rio e para o país”. Ela diz que sempre sai com bolsas recicláveis. “Eu acho lindo, ando com minha bolsa de pano a tempos, também tenho várias em casa”. Mas ela também afirma falta de informação dentro dos mercados.

A DJ e dançarina Paloma Lopes diz “concordo com a lei, sei da dificuldade de se implementar esse tipo de lei no estado, mas acredito que é válido para o controle da poluição. Já é um início e estou feliz com a atitude. Gosto da sacola plástica para usar na lixeira de casa, mas pelo bem do planeta e das futuras gerações eu estou de acordo”.

Entenda o motivo do fim das sacolas plásticas

Em junho de 2018 foi publicada a lei que proíbe que os estabelecimentos forneçam sacolas plásticas. De acordo com a determinação que começou a valer hoje, os estabelecimentos devem oferecer aos clientes sacolas recicláveis ou biodegradáveis.

A partir de hoje (26) quem deve se enquadrar na solicitação são as grandes empresas, como os supermercados. As pequenas e microempresas, o que inclui lojas, padarias e farmácias, terão até junho de 2020 para se adaptarem as exigências. Em caso de descumprimento, os mercados vão pagar multa de R$ 342 a R$ 34, 2 mil.

Ainda de acordo com a lei estipulada, cada consumidor terá direito a duas sacolas feitas com material sustentável, isso vale pelos próximos seis meses. Caso o consumidor queira mais sacolas deverá pagar entre R$0,05 e R$0,08 por cada uma.

O objetivo da lei é conscientizar a sociedade sobre o mal que as sacolas plásticas trazem ao meio ambiente. Elas não são recicladas e demoram mais de 400 anos para se decompor. Desta forma atinge as águas dos oceanos e mares e mata os animais.

Em entrevista ao site G1 o biólogo Carlos Rittl afirmou que “estima-se que a cada hora distribuam-se 1,5 milhão de sacolas de supermercados no Brasil. São mais de 13 bilhões por ano. É muita coisa. Estes resíduos ajudam a gerar muitos problemas, entre eles os apontados por um estudo recém-publicado, que estima que cada ser humano, em média, digira cerca de 50 mil partículas de microplástico por ano, e que inale uma quantidade semelhante a cada ano. Mudar esta situação depende de políticas públicas, compromissos e ações de empresas e mudanças em nossos hábitos“.

Asserj cria campanha

Só no estado do Rio de Janeiro se consome mais de 4 bilhões de sacolas plásticas por ano. Pensando nisso a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) lançou a campanha “Desplastifique já”. Confira o vídeo da campanha abaixo:

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