Fim do Mais Médicos pode causar ‘estado de calamidade’

Com a decisão do governo de Cuba de sair do programa Mais Médicos, 1.575 municípios brasileiros que dependem de médicos cubanos serão afetados.

Por todo o país, cerca de 28 milhões de pessoas poderão ficar temporariamente sem assistência básica de saúde. Os dados são da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e foram sistematizados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a CNM diz que o anúncio do governo cubano de rescindir a parceria “aflige” prefeitos que fazem parte da confederação. Assim, para a entidade, a situação é de extrema preocupação. Assim, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo.

A CNM afirma que entrou em contato com o atual governo federal e com o governo de transição. Dessa forma, foi buscado soluções alternativas com objetivo de garantir a manutenção dos serviços de atenção básica de saúde.

O presidente da CNM, Glademir Aroldi, defendeu a importância do programa e disse que a entidade está preocupada.

Ainda segundo a entidade, um estudo apontou que na última década o gasto com o setor de Saúde sofreu uma defasagem de 42%. O que sobrecarregou os cofres municipais.

A confederação diz que aposta no diálogo para que a situação seja resolvida.

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