Cidadania

Fome no mundo é agravada pela pandemia da covid-19

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 14 de julho de 2020
Fome no mundo é agravada pela pandemia da covid-19

A organização não-governamental Oxfam alertou que, devido a pandemia, a fome no mundo se agravou. E que, esta crise, poderá matar mais que a covid-19. “Até o final do ano, 12 mil pessoas por dia poderão morrer devido a situações de fome relacionadas com a covid-19, potencialmente mais do que da doença“, relatou a ONG.

De acordo com a Oxfam, uma das principais organizações internacionais de luta contra a pobreza, a covid-19 “acrescentou combustível ao fogo de uma crise de fome que já estava a crescer“. Antes da pandemia, em 2019, os números apontavam que 821 milhões de pessoas estariam numa situação de insegurança alimentar. Entre as quais, aproximadamente 149 milhões sofriam de fome.

Para a Oxfam, a atual pandemia é “a gota d’água” para milhões de pessoas no mundo que já lutavam para sobreviver. Desse modo, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PAM) estima que o número de pessoas a sofrer de fome no mundo poderá aumentar para 270 milhões antes do final deste ano por causa da pandemia. Isto, representaria um crescimento de 82% em comparação com 2019.

De acordo com a ONG, existem atualmente 10 países e regiões com cenários de fome extrema, que se agravaram ainda mais devido à pandemia. Estes são Iémen, República Democrática do Congo, Afeganistão, Venezuela, Sahel (África Ocidental), Etiópia, Sudão, Sudão do Sul, Síria e Haiti. “No conjunto, estes países e regiões representam 65% das pessoas que enfrentam situações de fome a nível global“, indicou a ONG.

A fome no mundo afeta a todos

A Oxfam explicou que “a história [da crise de fome] não acaba” nos países destacados. Dessa forma, é possível que haja “novos focos de fome” no mundo depois da pandemia. “Países de rendimento médio como a Índia, a África do Sul e o Brasil estão a ter níveis crescentes de fome (…) afetadas pela pandemia“, destacou a organização. A ONG também frisou que os países mais ricos do mundo não estão imunes de situações de insegurança alimentar, como é o caso do Reino Unido.

Dados do governo do Reino Unido mostram que, durante as primeiras semanas de confinamento, até 7,7 milhões de adultos reduziram o tamanho das suas refeições ou não fizeram algumas. E, até 3,7 milhões de adultos procuraram alimentos em organizações humanitárias ou recorreram a bancos alimentares“, indicou a Oxfam.

Por outro lado, “alguns país que estão no topo continuam a lucrar“, de acordo com a Oxfam. A ONG explica que oito das maiores empresas de alimentos e de bebidas pagaram mais 18 milhões de dólares aos acionistas desde janeiro. E, este montante, é dez vezes maior do que o valor solicitado pela ONU para impedir que as pessoas passem fome.

Ademais, a Oxfam considera necessárias “ações urgentes” para acabar com a crise de fome. Entre algumas das medidas, a ONG defende que os governos devem financiar o apelo humanitário da ONU. Bem como, avançar com medidas para enfrentar a crise climática.

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