Incêndio no Hospital Badim comove brasileiros

O incêndio o Hospital Badim é a mais recente tragédia que atinge o Rio de janeiro. Por volta das 18h da última quinta (12/09/2019) o fogo começou no prédio mais antigo do hospital, locaclizado no Maracanã e inaugurado no ano 2000. Parecia cena de filme ver funcionários montando um hospital na Rua São Francisco Xavier. Os colchonetes viraram leitos no chão e lençóis foram jogados pelas escadas para improvisar o atendimento. Além da rua, os primeiros socorros também foram prestados em uma escola vizinha ao hospital.

De acordo com os bombeiros, o fogo só foi controlado por volta de 20h15. No geral, 103 pessoas estavam internadas na unidade quando começou o incêndio. Cerca de 90 pacientes foram realocados para hospitais da região. Só para Hospital Quinta D`Or, foram 30 pacientes transferidos. O Badim faz parte da Rede D`Or.

A acompanhante Gigiane dos Santos despencou do terceiro andar ao tentar escapar do incêndio pendurada em uma corda. Ela fraturou os dois tornozelos e teve complicações na região do quadril, o estado dela é estável.

Incêndio no Hospital Badim deixa 11 mortos, veja a lista

Em comunicado na tarde desta sexta-feira (13), o diretor do Hospital Badim, Fábio Santoro, confirma a morte de 11 pessoas. São elas:

  • Alayde Henrique Barbieri (96)
  • Ana Almeida do Nascimento (90)
  • Berta Gonçalves Barreira de Souza (93)
  • Darcy da Rocha Dias (88)
  • Irene Freiras de Brito (84)
  • José Costa de Andrade (79)
  • Luzia dos Santos Melo (88)
  • Maria Alice Teixeira da Costa (76)
  • Marlene Menezes Fraga (85)
  • Virgílio Claudino da Silva (66)
  • Ivone Cardoso (ainda sem idade confirmada)

Ainda segundo Santoro, 77 pessoas permanecem internadas em hospitais que deram apoio ao Badim. Quinze pacientes tiveram alta hospitalar. Já segundo o Instituto Médico Legal (IML), 10 corpos deram entrada na unidade. Exames preliminares apontaram que a maioria das vítimas estava no CTI do hospital e morreu asfixiadas com a fumaça, sem queimaduras graves. Algumas morreram com o desligamento dos aparelhos.

A assessoria de comunicação do hospital informou que um curto-circuito ocorreu no gerador do prédio 1, espalhando fumaça para todos os andares do prédio. O delegado Roberto Ramos, titular da 18ª DP, que participa da investigação do ocorrido declarou que que é “completamente prematuro” afirmar que o incêndio é criminoso. Na manhã de hoje, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), abriu a possibilidade ao afirmar que “o laudo vai dizer se houve, inclusive, alguma ação criminosa”.

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