Cidadania

Lixo eletrônico: entenda a importância do descarte correto

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 14 de dezembro de 2020
Lixo eletrônico: entenda a importância do descarte correto

Segundo um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), somente 2% do lixo eletrônico é reciclado. Este dado é mais impactante quando comparado a produção de lixo eletrônico do Brasil, que é 1,5 milhão de toneladas ao ano. Assim sendo, o descarte incorreto é grave, já que produtos do tipo contam com materiais tóxicos que podem ser prejudiciais à saúde, além de extremamente agressivos ao meio-ambiente.

Raul Colcher, especialista do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), reforça a importância do descarte correto e lembra que produtos eletrônicos usam uma série de materiais e elementos que são tóxicos.

Assim sendo, o lixo eletrônico têm a capacidade de contaminar o solo e lençóis freáticos, comprometendo inclusive a qualidade da água. Portanto, não devem ser jogados fora de forma irresponsável na natureza.

Além do impacto ambiental do descarte incorreto desses produtos, é possível que o lixo eletrônico acabe nas mãos de trabalhadores informais que atuam na área dos grandes aterros das cidades brasileiras. Nesses casos, o risco passa a ser de saúde, já que os compostos tóxicos usados nos eletrônicos podem causar problemas sérios.

Segundo o especialista, fabricantes indicam maneiras e métodos corretos de descarte de produtos obsoletos, inclusive oferecendo programas de coleta e logística reversa para dar conta do lixo eletrônico.

No Brasil, há legislação que obriga comerciantes a oferecerem maneiras pelas quais o consumidor possa se desfazer de forma responsável do lixo eletrônico.

Por outro lado, há também ONGs especializadas que podem revitalizar o dispositivo usado e cedê-lo a comunidades carentes, escolas, instituições de diversos tipos e mesmo microempresas.

Ademais, antes de se desfazer corretamente de um eletrônico, é preciso se lembrar de remover pilhas e baterias, que devem ser descartadas separadamente. Exceto pelas baterias, a recomendação é de que não haja exposição ou alteração de qualquer componente dos produtos a serem descartados.

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