Cidadania

Saneamento básico no RJ está entre os piores do Brasil

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 7 de janeiro de 2020
Saneamento básico no RJ está entre os piores do Brasil

O saneamento básico no RJ é precário. Assim sendo, municípios como Belford Roxo, São Gonçalo, Duque de Caxias, São João de Meriti e Nova Iguaçu demonstram os piores índices de qualidade dos serviços de água e esgoto. Mas, por outro lado, Niterói é uma cidade bem avaliada quanto ao saneamento básico.

Um estudo do Instituto Trata Brasil e da GO Associados mostra que em Niterói, 100% da população é atendida com água tratada e 95% dos moradores do município contam com coleta e tratamento de esgoto. Isto deve-se à cidade ter os serviços de água e esgoto concedidos à iniciativa privada, hoje a cargo da concessionária Águas de Niterói.

Por outro lado, os municípios Belford Roxo, São Gonçalo, Duque de Caxias, São João de Meriti e Nova Iguaçu são geridos pela Cedae. Com exceção de São João de Meriti, onde a companhia atua apenas na distribuição de água, a empresa é responsável pelos serviços de água e esgoto.

Quando o município entrega o serviço para o setor privado normalmente ele é bem mais cobrado, então ele não tem outra opção a não ser investir. E aí, os números vão melhorando. Não significa que a empresa pública não seja boa, não é isso. Muitas cidades são muito bem operadas por empresas públicas no Brasil também“, opinou Édson Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil.

Segundo o levantamento, todo o esgoto que não é tratado nesses municípios acaba na Baía de Guanabara. Os municípios de Nova Iguaçu e São João de Meriti praticamente não tratam seus esgotos. Belford Roxo e Duque de Caxias tratam 5% e 6%, respectivamente, dos seus rejeitos. Já São Gonçalo trata 15% de seu esgoto.

Ademais, de acordo com os especialistas, atualmente há milhões de litros de esgoto in natura poluindo todos os dias os rios e, consequentemente, um dos mais conhecidos cartões postais do Brasil, a Baía de Guanabara.

Saneamento básico no RJ está entre os piores do hemisfério sul

Uma pesquisa feita pelo WRI Ross Center for Sustainable Cities constatou que, em média, 62% dos esgotos e resíduos humanos são gerenciados de maneira insegura em vários pontos da cadeia de serviços de saneamento em 15 cidades no hemisfério sul, incluindo o Rio de Janeiro.

Assim, nas quinze cidades estudadas, as famílias que não estavam conectadas a um sistema de esgoto criavam fossas sépticas ou latrinas. Isto é, drenos que despejam resíduos humanos não tratados ou parcialmente tratados em lugares com cursos de água. Em alguns casos, os residentes recorriam à defecação a céu aberto.

  • Brasil

Dados do Instituto Trata Brasil mostram que 36 municípios das cem maiores cidades do Brasil têm 60% da população com coleta de esgoto. Um cenário nada sustentável, independentemente de elevação de qualquer índice medidor de riqueza.

A saber, o Brasil apresenta quase 35 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada e quase 100 milhões sem coleta de esgoto. Além disso, apenas 46% dos esgotos gerados nos país são tratados.

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