Cidadania

Operação policial no Jacarezinho é uma das piores do RJ

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 10 de maio de 2021
Operação policial no Jacarezinho é uma das piores do RJ

A operação policial no Jacarezinho foi classificada pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro como uma das piores chacinas vivenciadas na cidade. Nesta, 28 pessoas foram mortas.

A princípio, cerca de 250 policiais participaram da operação policial no Jacarezinho. A Polícia Civil disse que atuou com planejamento e negou que tenha feito execuções. Ainda de acordo com a Polícia Civil, a operação foi desencadeada para prender traficantes da região que aliciavam menores para o crime.

Entretanto, a Defensoria Pública informou não ter sido informada sobre crianças sendo aliciadas e acrescentou que, na operação, uma criança de oito anos viu uma pessoa sendo executada dentro do próprio quarto.

“O primeiro choque foi a quantidade de sangue. Duas casas impactaram muito. Na primeira, a família foi retirada e ali morreram dois rapazes. A casa estava repleta de sangue. E a senhora que mora estava muito impactada. A segunda casa tinha uma criança de oito anos. Um rapaz foi executado ao lado dessa criança”, afirma Maria Julia Miranda, defensora Pública do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos. 

Como consequência, devido ao confronto, moradores da comunidade não puderam se vacinar contra a covid-19. Além disso, o transporte público de alta capacidade paralisou. Dentro do metrô, duas pessoas foram baleadas e três ficaram feridas enquanto passavam pela estação de Triagem, também na Zona Norte. O local fica a cerca de quatro metros de distância do Jacarezinho. Outro serviço que também precisou parar foi o trem. 

Ademais, para Felipe Cury, delegado da Polícia Civil, a única pessoa executada friamente foi o policial que morreu após ser atingido por um tiro na cabeça. “A única execução que houve na operação foi a do policial. Esse foi, realmente, executado friamente pelos traficantes lá. As outras mortes que aconteceram foram de traficantes que atentaram contra a vida de policiais e houve a resposta”, disse.

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