Profissionais dormem no chão em hospital de campanha no Maracanã

Os profissionais, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que tratam pacientes com covid-19 no hospital de campanha do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, denunciaram no último dia 14 a falta de estrutura em um alojamento na unidade.

Em um vídeo gravado por eles, é possível ver os colchões no chão com os profissionais da saúde descansando. Uma profissional, que preferiu não se identificar, relatou a situação:

Profissionais da saúde dormem em colchões

A enfermagem rala à beça para viver isso aí. Não tem cama, não tem colchão. Só para vocês verem um pouquinho do que estamos vivendo“.

A mesma profissional pergunta aos colegas: “Como vocês estão dormindo aí, galera?“. E eles respondem: “mal“.

A porta do alojamento tem mofo e o local não tem luz. Eles também afirmam que não há colchões suficientes para todos. Os mesmos, afirmam que a situação deles é diferente da oferecida aos médicos. No dormitório deles há camas, ar condicionado, TV e sofá.

Os enfermeiros e técnicos de enfermagem também reclamam que parte dos equipamentos de proteção individual não chegou.

Sapato não chegou. Temos que usar nosso próprio sapato, trazendo a contaminação do hospital, dentro do foco, para a rua“, contou um enfermeiro ao G1.

Ao ter conhecimento das imagens, a Secretaria de Estado de Saúde afirmou que a situação é “inadmissível” e mandou uma equipe ao local para que qualquer inadequação seja resolvida imediatamente. O órgão afirmou ainda que vai notificar a organização social Iabas, que é a responsável pela unidade.

Profissionais dormem no chão em hospital do Maracanã

Profissionais reclamam de falta de estrutura
divulgação

O Iabas informou em nota que há condições iguais de descanso e dormitório para todos os colaboradores, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, e pessoal administrativo. De acordo com a organização social, as imagens se referem a um treinamento de enfermeiros no Pavilhão B que, segundo ela, ainda não foi aberto, e os dormitórios estavam fechados.

“Houve um erro de preparação para atender esse tipo de demanda que não se repetirá. A preocupação maior naquele momento foi com o treinamento dos colaboradores. É importante frisar que as imagens não se referem a algo recorrente, foi um problema pontual já contornado“, explicou a organização.

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