Cidadania

Profissões podem surgir no pós-pandemia, saiba quais

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 30 de setembro de 2020
Profissões podem surgir no pós-pandemia, saiba quais

Uma pesquisa realizada pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), mostra que em até cinco anos, novas profissões podem surgir devido às necessidades impostas pela pandemia por Covid-19. Entre os novos cargos, estão analistas de soluções de alta conectividade e orientadores de trabalho remoto.

Com a necessidade da adesão ao isolamento social para conter o avanço do coronavírus, atividades como a prática do home office, a educação a distância e o entretenimento online foram impulsionados. Nesse cenário, novas formas de trabalho e atuação surgem e podem ser motivadoras para a criação de novas profissões.

“A pandemia intensificou, de forma dramática, esse processo de atualização tecnológica, o que deve antecipar para 2021 e anos seguintes uma demanda que estava prevista para daqui a cinco ou dez anos”, explica Rafael Lucchesi, diretor-geral da instituição, em entrevista ao portal Huffpost

Segundo o levantamento, o home office é uma das tendências que deve impactar o mercado de trabalho pós crise sanitária provocada pela Covid-19. Isto acontece por algumas empresas pretenderem aderir de forma fixa este modelo de atuação. Sendo assim, a adaptação ao trabalho remoto cria necessidades de um profissional único e capaz de orientar as pessoas para às rotinas do teletrabalho, além de, claro, a forma de usar ferramentas de informática. 

Além disso, o estudo demonstra que oportunidades de empregos para ocupações já existentes serão cada vez mais necessárias. Tais como o técnico em sistemas de transmissões, o técnico em mecatrônica e automação industrial, o técnico em eletroeletrônica e eletricistas.

Veja a lista de ocupações impactadas pelo coronavírus:

  • Analista de soluções de alta conectividade (nível médio);
  • Administrador de conectividade (nível médio);
  • Especialista em logística 4.0 (nível médio ou superior);
  • Desenvolvedor de softwares para simulação de processos industriais (nível médio ou superior);
  • Especialista em realidade virtual e aumentada (nível médio);
  • Desenvolvedor de aulas para educação a distância e online (nível médio);
  • Orientador para trabalho remoto (nível médio);
  • Profissional com especialização em normas e legislações nacionais e internacionais (nível médio)
  • Especialista em gestão da informação (nível médio ou superior);
  • Profissional em análise de grandes volumes de informações (nível médio ou superior);
  • Especialista em internet das coisas (nível médio ou superior);
  • Técnico em impressão 3D (nível médio);
  • Especialista em ciber segurança (nível médio ou superior).

A pesquisa utiliza uma metodologia que busca mapear quais tecnologias serão utilizadas e quais mudanças organizacionais acontecerão no ambiente de trabalho em um prazo de 15 anos. Para isso, o levantamento contou com um painel composto por 20 especialistas vinculados a empresas e universidades.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), esta metodologia é um exemplo de experiência bem sucedida na identificação de profissões que serão exigidas pelas empresas.

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