Rio tem cerca de 150 mil motoristas credenciados por aplicativos

Pelo menos 150 mil motoristas trabalham para aplicativos na cidade do Rio. A estimativa é da prefeitura, na última quinta-feira iniciou o processo de regulamentação do serviço de empresas como Uber, Cabify e 99.
Embora o decreto do prefeito Marcelo Crivella estipule um prazo de 30 dias para a divulgação das regras, o presidente do Iplan-Rio (empresa de informática da prefeitura), Fábio Pimentel, acredita que esse prazo será antecipado. Alguns pontos, porém, já estão estabelecidos. Qualquer motorista de aplicativo, independentemente de o carro ser ou não emplacado no Rio; poderá prestar o serviço na cidade, desde que cumpra as exigências previstas no edital.

Rio tem mais motoristas de aplicativos que taxistas

O número de motoristas de aplicativos é bem maior do que de taxistas. Ao todo, cerca de 50 mil pessoas estão credenciadas na prefeitura, seja como permissionários (têm autonomias) ou trabalham como auxiliares, pagando diárias.

Os veículos de aplicativos continuarão a circular com placas cinza mas; a prefeitura criará alguma espécie de identificação para os carros credenciados que deverá ser afixado no vidro dianteiro. Além disso, nas careteiras de habilitação deve constar a informação de que os motoristas estão licenciados para transportar passageiros. A partir da data em que for publicada a regulamentação, os motoristas terão 180 dias para cumprir as exigências. O combate aos veículos irregulares será de responsabilidade da Secretaria municipal de Transportes.

Nos próximos dias técnicos da prefeitura vão se reunir com representantes das empresas de aplicativos para ter maiores detalhes sobre a demanda da cidade. Um dos objetivos é avaliar se a oferta de veículos pode ou não saturar vias da cidade. Com base nessa análise, a prefeitura vai estipular quanto pretende cobrar das prestadoras de serviços para autorizar a circulação de carros na cidade. Inicialmente, a ideia é estabelecer um percentual em cima do valor total do faturamento. Mas não estão descartadas outras opções.

Fábio Pimentel ainda não tem estimativas de quanto a prefeitura poderá obter de receitas com a regulamentação. Segundo ele, São Paulo estima arrecadar R$ 70 milhões por ano. Nesse cálculo não está incluída a receita do recolhimento do ISS das empresas.

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