Roubos de celulares sobem 300% na Lapa

Os roubos de celulares sobem 300% na Lapa, se comparado ao mesmo período de 2016. Os dados são da 5ª DP, responsável pela região.

Em março de 2016 foram 21 casos, neste ano, já são 84. Os assaltos à ônibus também dispararam, foram 6 ocorrências em 2016, em 2017 já são 14. Os roubos à pedestres subiram 63%. Em março de 2016 foram 141 casos, em 2017 já são 233.

Há uma parada de ônibus entre a Rua do Ricahuelo e a Rua André Cavalcanti, que já ganhou até um apelido: “Ponto do Assalto”. Há uma quadrilha especializada em roubos que age no local. Existe uma outra quadrilha, identificada pela polícia, que é constituída por travestis e atua na Lapa e na Glória. As travestis encercam e dançam em volta da vítima. Em seguida, puxam seus pertences. A investigação dos agentes durou três meses.

A gente começou a investigar esse bando pelo alto número de roubos e furtos que as vitimas apontavam por envolvimento de travestis. Por isso, começamos a fazer essa investigação e, no decorrer desse trabalho, identificamos varios elementos como fazendo parte desse bando“, contou o delegado da 5ª DP (Gomes Freire), Marcos Henrique.

No caso do grupo de travestis, a delegacia até solicitou a prisão de 10 pessoas, mas a justiça negou. No despacho, a juíza alegou que “simples fato de envolver agentes transexuais, transgêneros ou outra denominação social que possa se adequar ao fato”.

A decisão também considerou que “o agrupamento de todos os fatos envolvendo transexuais ou transgêneros configura discriminação evidente pela escolha sexual e comportamento social, o que não encontra amparo constitucional“. O Ministério Público Estadual recorreu da decisão.

Enquanto isso, os moradores e transeuntes da Lapa permanecem à mercê desses criminosos. O Lapa Presente apenas mudou o horário das ocorrências. Os agentes começam a realizar as rondas às 20 horas.

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