Suicídio de policiais no BR é maior que mortes em confronto

O suicídio de policiais no Brasil é maior que mortes em confronto. O número de policiais que cometeram suicídio em 2018 chegou a 104, o equivalente a dois policiais mortos a cada semana. O número saltou 42,5% em comparação a 2017, ano que registrou 73 casos. No último ano, 87 policiais foram vítimas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), em geral, durante confrontos com bandidos.

A taxa de suicídios entre policiais civis é seis vezes maior do que a taxa dos mortos em serviço (5 a cada 100 mil).

Os números mostram que o suicídio é a principal causa de morte dos policiais civis paulistas. Esses números superam as mortes decorrentes de confronto em serviço e de folga.

Na Polícia Militar, as autolesões fatais representam a segunda maior causa de morte, atrás dos assassinatos sofridos na folga. Porém, à frente dos óbitos ocasionados por confrontos em serviço.

A pesquisa aponta que há necessidade de ampliar o suporte à saúde mental dos policiais em São Paulo”, disse o ouvidor, Benedito Mariano, para o site Exame.

Suicídio de policiais no BR é maior que mortes em confronto, causas:

Segundo o ouvidor, Benedito Mariano, para o jornal Uol, existem sete causas principais para os suicídios dos policiais. “Sempre vai ser mais que uma motivação. Se o estresse é uma das causas, precisa ter programa de saúde mental. Também há transtornos pós traumas, ou de enfrentamentos ou de acidentes, falta de suporte à saúde mental, depressão ou adoecimento mental, conflitos institucionais, conflitos familiares e problemas financeiros, além do isolamento social, rigidez e introspecção“.

O policial é treinado para ser guerreiro e forte. Esse preconceito contribui para que o policial não procure ajude, se isole”, afirmou o ouvidor. Em 85% dos casos de suicídios, o instrumento utilizado pelo policial foi a arma de fogo. “Para ele não perder a arma, com que ele faz bico em hora extra, ele deixa de procurar ajuda psíquica, é um outro problema encontrado“, complementou.

Rogério Giannini, presidente do CFP (Conselho Federal de Psicologia), afirmou, para o site G1, que o índice da Polícia Civil é “alarmante“. “Se a gente olhar na sociedade como um todo, a gente diria que há um sintoma que mostra que algo não está indo bem. E a polícia faz parte desse sintoma“, pontuou.

Beatriz Brambilla, do CRP (Conselho Regional de Psicologia), em entrevista para o site Uol, disse que “existe uma série de causalidades que produzem o suicídio, mas que não é uma única questão que produz. A gente precisa entender o fenômeno na totalidade. Há questões do sujeito e há questões sociais”.

Deixe uma resposta