Tecnologia capaz de monitorar uso de máscaras é criada

Uma nova tecnologia capaz de monitorar o risco de contágio do novo coronavírus foi criada pela startup brasileira xGB. A mesma, chamada de Radar-19, é capaz de calcular os níveis de risco da disseminação com base na captura do uso de máscaras faciais e das regras de distanciamento social para toda a população.

A tecnologia opera através de câmeras instaladas em pontos estratégicos. O equipamento pode ser instalado com o objetivo de captar uma visão panorâmica de um espaço ou objetos para uma observação mais precisa.

Ao detectar a imagem de um indivíduo, a máquina gera um comando para reconhecer se essa pessoa respeita as recomendações preventivas. O sistema então contabiliza a quantidade de indivíduos que descumprem as medidas e relaciona à área total do local monitorado e à quantidade total de pessoas que passam por ele. Dessa forma, são calculados os “pontos” que indicam o nível de risco de contágio dessa localidade.

Pablo Funchal, CEO da xGB, explicou ao site Olhar Digital que a tecnologia é criada através do deep learning (aprendizado profundo). De acordo com Funchal, o sistema foi treinado por meio de vídeos que retratam cidadãos andando com ou sem máscaras. Até o momento, foram realizados apenas testes internos, mas a startup já discute a aplicação da tecnologia com instituições públicas e privadas.

Os primeiros treinamentos foram focados em uso para detecção de quando a pessoa está mais perto da câmera, e a imagem apresenta poucos indivíduos. Em um cenário de reabertura de uma loja, por exemplo, podemos imaginar uma porta do estabelecimento que só vai abrir se o cliente estiver com a máscara. Para isso já está super funcional”, afirmou o executivo.

Tecnologia ajudará na reabertura do comércio

Para Funchal, no curto prazo, o serviço da xGB deve atender principalmente a demandas de logística, como equipamentos metroviários, aeroportos e portos. Por outro lado, ela poderá ajudar na reabertura gradual de estabelecimentos comerciais e equipamentos públicos.

Vamos supor que as autoridades de São Paulo decidam liberar o acesso ao Parque do Ibirapuera. O Radar-19 daria a possibilidade de medir em tempo real se há condições das pessoas frequentá-lo“, disse ele ao site Olhar digital. 

Ele afirma que, no contexto de relaxamento das medidas de prevenção ao coronavírus, será importante que as instituições públicas e privadas determinem os níveis de riscos adequados para os ambientes.

O software não grava informações de reconhecimento facial. Esta tecnologia só interpreta meramente a presença ou não de uma máscara em um rosto.

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