Meirelles afirma não ter visto algo ilegal ou ilícito no governo Lula

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou ao juiz federal Sérgio Moro que nunca viu ou presenciou ações ilícitas ou ilegais no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Meirelles foi ouvido, por videoconferência, como testemunha de defesa do petista, relacionado a quando o ministro era presidente do Banco Central.

Meirelles foi ouvido nesta sexta-feira (10) em um dos processos que Lula responde na Operação Lava Jato. O ministro contou ter sido convidado pelo ex-presidente a assumir o comando do Banco Central em um momento de crise no país e que tinha liberdade para tomar decisões.

Ele me perguntou se era possível enfrentar a crise e quais seriam as condições para eu aceitar. Eu disse a ele que sim, que era possível contornar a crise, e que poderia aceitar, desde que o Banco Central tivesse independência de ação, e ele concordou”, afirmou o ministro.

Questionado pela defesa de Lula se Meirelles tinha conhecimento de atividades suspeitas do então presidente, o ministro disse que a relação entre os dois era focada no Banco Central e que nunca viu ou presenciou algo ilegal.

A minha relação com o presidente era totalmente focada em assuntos relativos ao Banco Central e à política econômica. Nessa interação, nunca vi ou presenciei nada que pudesse ser identificado como algo ilícito”, respondeu o ministro. “Em momento algum, eu tive qualquer tipo de conhecimento ou interação sobre outros assuntos que não fossem aqueles de atividade direta do Banco Central“, completou

Meirelles foi presidente do Banco Central entre 2003 e 2011.

Outra testemunha de defesa ouvida foi o empresário Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (entre 2003 e 2007).

Quando perguntado se sabia de algum envolvimento de Lula em ações ilegais, Furlan foi objetivo, respondendo “não”. E sobre as diversas reunião com empresários, o qual uma parte contou com a presença do ex-presidente, o ex-ministro afirmou que eram discutidos assuntos de interesse do país e que “o presidente era muito mais ouvinte nesses encontros“.

Neste processo, Lula responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por supostamente receber um tríplex, em Guarujá, como propina da empreiteira OAS.

Fonte: Agência Brasil | G1

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