Aumento dos casos de HIV preocupa jovens brasileiros

O aumento dos casos de HIV é registrado na faixa etária de 20 a 34 anos. Segundo o Ministério da Saúde, 900 mil pessoas têm HIV, 766 mil foram diagnosticadas, 594 mil fazem tratamento com antirretroviral, 554 mil não transmitem o HIV e 135 mil pessoas têm HIV e não sabem. Assim sendo, uma nova campanha foi direcionada ao público jovem com o foco em reforçar a importância da prevenção, testagem e tratamento do HIV.

O Sistema Único de Saúde (SUS) foi por muito tempo considerado modelo na luta contra a epidemia de HIV/Aids. Desde 1996 é garantido o tratamento gratuito dos pacientes nos hospitais públicos, assim como o fornecimento de coquetéis de medicamentos. Nesse sentido, a expectativa de vida após um contágio com HIV subiu de cinco para 12 anos.

Desse modo, o Ministério da Saúde estima que atualmente cerca de 866 mil brasileiros sejam soropositivos, dos quais mais de 500 mil recebem acompanhamento clínico pelo SUS. No entanto, nos últimos anos o número das novas infecções pelo vírus cresceu, segundo um estudo da Unaids, um programa das Nações Unidas para combate à HIV/Aids, criado em 1994.

Em 2010 houve 44 mil novas infecções por HIV no Brasil, o que em 2018 chegou a 53 mil infecções, um acréscimo de 21%. Dessa forma, o número é muito superior ao aumento médio em toda a América Latina, de 7%. Ainda estima-se um aumento 43,9 mil casos neste ano.

Para a especialista em Aids Wilza Villela, além de uma redução das campanhas de conscientização, o aumento do número de casos também está ligado ao conservadorismo. Segundo a especialista, sempre houve nas escolas resistência às aulas de educação sexual e ao esclarecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis. E por outro lado, nos últimos anos, fortaleceu-se a resistência contra a distribuição de preservativos nas escolas.

Ademais, foram evitados 12 mil registros de Aids entre 2014 e 2018. Nesse mesmo período houve queda de 13,6% na taxa de detecção de casos e 22,8% na mortalidade.

Campanha contra o aumento dos casos de HIV

A nova Campanha de Prevenção ao HIV/Aids tem como foco incentivar pessoas que não se preveniram a procurar uma unidade de saúde e realizar o teste rápido. Em comemoração ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado no dia primeiro de dezembro, a campanha atenta ao aumento da infecção por HIV nos últimos anos.

Assim sendo, o Ministério da Saúde amplia as possibilidades de prevenção ao HIV/AIDS com a distribuição de preservativos. Até o final deste mês, a previsão é distribuir 462 milhões de preservativos masculinos. O que, ao todo, representa um aumento de 38% em relação ao ano passado, quando foram distribuídos 333,7 milhões de unidades. Já o número de preservativos femininos distribuídos pode chegar a 7,3 milhões de unidades, aumento ainda mais significativo em relação ao ano passado, 1,6 milhões.

Ademais, ainda em 2019, está prevista a finalização da entrega de 12,1 milhões de testes rápidos de HIV. Estes, fundamentais para o diagnóstico e futuro tratamento das pessoas infectadas.

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