Saúde

Academia não aumenta risco de contaminação, diz estudo

Nariene da Silva Xavier
Escrito por Nariene da Silva Xavier em 19 de março de 2021
Academia não aumenta risco de contaminação, diz estudo

A academia foi alvo de uma pesquisa realizada por estudiosos da Universidade de Oslo, na Noruega. Ao encerrar a análise, o grupo apontou que fazer atividade física em academias não aumenta o risco de contaminação de coronavírus. Por conta da pandemia, muitas academias foram fechadas ou tiveram seus horários de funcionamento reduzidos para diminuir a transmissão do vírus.

O estudo foi realizado no dia 22 de maio de 2020 e utilizou 3.764 pessoas com idade entre 18 e 64 anos, sem comorbidades relevantes à Covid-19, de cinco academias de Oslo. Dos participantes, 1.896 pessoas foram autorizadas a retomar a prática de atividade física na academia, enquanto 1.868 foram utilizadas como grupo de comparação e, por isso, mantiveram-se afastadas. Do grupo autorizado a voltar às academias, 80% usou as instalações pelo menos uma vez no período estudado e 40% foi mais de seis vezes.

Para treinar na academia, os participantes tiveram que manter as regras mínimas de higienização nesse período – lavar as mãos regularmente e manter o distanciamento social de um metro para os exercícios no chão e dois metros para aulas de alta intensidade.

Os resultados mostraram que apenas um indivíduo, dos 3.764 monitorados, foi contaminado por Covid-19. Contudo, ele não fazia parte do grupo que frequentava a academia. Segundo os pesquisadores, o vírus foi contraído em seu ambiente de trabalho.

Isso nos mostra que locais com baixa prevalência são seguros para utilizar as academias e provavelmente para quase todas atividades. É muito improvável que você seja infectado”, disse o professor de medicina da Universidade de McMaster no Canadá, Dr. Gordon Guyatt, em entrevista os New York Times.

“Pessoalmente, acho que isso é generalizável, mas com uma ressalva”, disse Michael Bretthauer, especialista em triagem de câncer da Universidade de Oslo, que liderou o estudo com a Dra. Mette Kalager. “Pode haver lugares onde há maior incidência de Covid-19 ou onde as pessoas estão menos dispostas a seguir restrições”, completou ele para o jornal Fola de Vitória.

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