Saúde

Câncer de pênis: Falta de cautela gera amputação em 96% dos casos

Nariene da Silva Xavier
Escrito por Nariene da Silva Xavier em 26 de março de 2020
Câncer de pênis: Falta de cautela gera amputação em 96% dos casos

Uma pesquisa apontou que em 96% dos casos de câncer de pênis, o tratamento precisa ser a retirada do órgão por causa da demora dos pacientes em procurar um médico. Segundo dados da Scientific Reports, os homens que precisaram ter o pênis amputado demoraram cerca de 18,9 meses, mais que um ano e meio, após os primeiros sintomas para procurarem um hospital.

A pesquisa foi realizada por 11 pesquisadores. Além disso foram 116 entrevistas feitas no período de julho de 2016 a outubro de 2018 em pacientes com câncer de pênis atendidos no Hospital Universitário da UFMA e no Hospital Aldenora Bello, na Bahia. Desses pacientes, 75% são do interior do estado e 25% de São Luís.

Um dos autores dessa pesquisa, Gyl Eanes Barros Silva, diz que pacientes com HPV chegam a 90% e que os números de tumores associados típicos dessa doença sexualmente transmissível, são altos atingindo 62%.

Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de pênis tem alta taxa de cura. “Quanto menor e mais inicial a lesão tumoral for identificada, não só a chance de cura é maior, mas menos agressivo será o tratamento. Com o avanço das técnicas cirúrgicas, os procedimentos que buscam preservar o pênis e suas funções sexuais e urinárias tem sido cada vez mais empregados. Logo, a doença tem que ser diagnosticada em estágios iniciais“, explica o doutor Antonio Alencar, para o site G1.

Câncer de pênis: Maranhão com mais casos de 2004-2014

O Maranhão tem os maiores registros de câncer de pênis no mundo, os dados são baseados em casos dos hospitais Universitário, Aldenora Belo e Geral Tarquinio Lopes Filho, de 2004-2014. Foram detectados 392 casos da doença, sendo que mais de 90% tem relação direta com o HPV.

Nos Estados Unidos e na Europa, a incidência de câncer de pênis varia entre 0,1 e 1,0 caso por 100 mil habitantes. No Maranhão, ela é de 6,1 casos por 100 mil habitantes. Os primeiros sintomas provocam mudanças na cor e textura da pele, assim como surgimento de nódulos ou feridas que demoram muito tempo para desaparecer.

O médico oncologista Antonio Alencar, para o site G1, explicou que a condição sócio-econômica da região é um dos fatores que têm reflexo nesses índices. “A ocorrência do câncer de pênis está relacionada com o baixo nível sócio-econômico e condições de educação. Os hábitos de higiene incorretos da genitália masculina podem aumentar o risco dessa doença e, infelizmente, o nosso estado possui um IDH baixo“, explicou.

“A promiscuidade sexual e a não utilização de preservativo também aumenta esse risco. Pois parte dos cânceres de pênis estão relacionados com a infecção pelo HPV. No Maranhão, a proporção de tumores relacionados ao HPV é maior que a média mundial“, completou.

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O ideal é que ao aparecimento de qualquer nódulo, verruga, mancha ou ferida no pênis o indivíduo busque o mais precoce possível a assistência médica. Logo, a detecção do tumor em estágios iniciais pode proporcionar maiores chances de cura“, explicou o médico.

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