Saúde

Casos de doenças respiratórias comuns caem no país

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 14 de outubro de 2020
Casos de doenças respiratórias comuns caem no país

Com a pandemia, os brasileiros adotaram o distanciamento social, melhores hábitos de higiene e o uso de máscaras desde o final de março. Segundo análises do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), estas medidas de segurança para combater a Covid-19 auxiliaram na redução do número de outras doenças respiratórias.  

A exemplo disso, o estudo apontou uma queda nos índices de mortes em decorrência do vírus da influenza, responsável pela gripe comum e que pode levar a casos de pneumonia. “Nunca vimos isso ocorrer desde que foi estabelecida a rede nacional de vigilância de influenza, em 1999. Todo ano a gripe mata em torno de 2 mil pessoas no país. Este ano isso certamente não vai acontecer”, comenta Fernando do Couto Motta, vice chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Fiocruz, para o jornal O Globo. 

Entre outras doenças respiratórias que tiveram baixa nos registros este ano, estão:  alguns coronavírus brandos, como HKU1, 229E, NL63, OC43; o vírus sincicial respiratório; a parainfluenza; o adenovírus; o rinovírus; e o metapneumovírus.

Em relação aos números de casos de resfriados e infecções respiratórias que acontecem por ano no país, não existe números precisos, já que não precisam de cuidados especiais. No entanto, os especialistas, com base no que analisaram em casos graves (SRAG), observaram também uma redução significativa nos casos leves e moderados.

Outro fator pontuado é que a Covid-19 (SARS-CoV-2) se destacou em relação a outros vírus respiratórios no organismo humano. Mesmo que exista casos de coinfecção do novo coronavírus e outros vírus no mesmo indivíduo, dificilmente uma célula infectada consegue produzir dois vírus simultaneamente. Nesse sentido, a dupla infecção não aconteceu.

Por fim, de acordo com o pesquisador, as medidas de higiene, educação sanitária e isolamento social podem ajudar a termos menos dessas doenças, mesmo depois da pandemia.

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