Saúde

Casos de sarampo aumentam no Rio de Janeiro

Nariene da Silva Xavier
Escrito por Nariene da Silva Xavier em 11 de setembro de 2020
Casos de sarampo aumentam no Rio de Janeiro

O número de casos de sarampo no Rio de Janeiro cresceu em relação a 2019. A Secretaria Estadual de Saúde informou que de janeiro a agosto deste ano foram notificados 1.276 casos no Estado. E, em 2019, no mesmo período, foram 527 notificações.

A  cidade do Rio aparece em primeiro lugar como a região de infectados pelo sarampo: 627, seguida de Nova Iguaçu com 139, e Duque de Caxias com 97 casos. Já Niterói está em quarto lugar na tabela, com 84 registros.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio informou também que quinze municípios que não tiveram nenhum caso no ano passado, tiveram notificações em 2020. Como foi o caso de Valença, com 26 infectados esse ano até momento, Mesquita, com 14, e Queimados, com 12.

Para o especialista, a pandemia do novo coronavírus também influenciou na falta de procura pela vacinação do sarampo nesse período.

Identificamos algumas questões em relação ao aumento de casos de sarampo. Uma é a queda na cobertura vacinal, que vem acontecendo desde 2016. Outra questão é a quantidade de turistas que vêm da Europa, e lá não existe essa preocupação com a vacina de sarampo. Por último, temos a onda migratória de venezuelanos que entraram no Brasil, muitos deles, sem vacinação“, comentou o infectologista Fernando Chapermann, para o site G1.

Por conta do coronavírus, muitas pessoas ficaram com medo de ir ao posto de saúde. Outra coisa é que, sem matrícula nas escolas, muitos pais acabam não colocando a caderneta de vacinação em dia. Mas temos casos diversos que resultam na queda da vacinação. Famílias que optam por não vacinar, as que não acham importante e as que têm medo. Além das notícias falsas que são divulgadas. Isso certamente vai culminar no aumento de casos“, completou.

Casos de sarampo: vacinas evitam quatro mortes por minuto

A vacinação em massa evita, atualmente, ao menos 4 mortes por minuto no mundo e gera uma economia equivalente a R$ 250 milhões por dia. É o que aponta estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de um grupo de um grupo de pesquisadores.

Os cálculos envolvem doenças como difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rotavírus, pneumonia, diarreia, rubéola e tétano. A maioria delas foi controlada ou eliminada no Brasil após campanhas de vacinação. Mas, pode voltar rapidamente se o patamar de pessoas vacinadas cair, foi o caso do sarampo.

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