Saúde

Gata morre após contrair Covid-19

Nariene da Silva Xavier
Escrito por Nariene da Silva Xavier em 26 de março de 2021
Gata morre após contrair Covid-19

Uma gata infectada com coronavírus em Caxias do Sul, na serra gaúcha, morreu na madrugada do último dia 22. O animal não resistiu as complicações relacionadas à doença. O felino apresentava sintomas como falta de ar, tosse, perda de apetite e peso. 

O caso foi notificado pela Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde do Rio Grande do Sul à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e abastecimento no último dia 18. O diagnóstico aconteceu no dia 5 de março, conforme a pasta, após os proprietários contraírem a Covid-19.

De acordo com a vigilância, no dia 18 de fevereiro, em torno de duas semanas após o diagnóstico positivo dos tutores, eles levaram a felina de dois anos de idade para um atendimento veterinário. No exame clínico, o animal apresentou “quadro de dispnéia (falta de ar), rouquidão ao vocalizar, tosse, hiporexia (perda de apetite) e leve perda de peso”, consta no relatório.

Uma amostra da gata foi coletada onde foi realizado um teste RT-PCR pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) depois que o exame radiológico revelou um  quadro inflamatório pulmonar, compatível a patologias de caráter infeccioso. A gata teve teve piora do quadro, necessitando de apoio respiratório cerca de uma semana depois. Ela foi internada por quatro dias, apresentou melhora e foi liberada para seguir tratamento em casa.

É um caso raríssimo. Ela ocorre com baixa frequência no Brasil e no mundo. Isso não significa que não devemos ter cuidados. Podem ser vítimas, podem adoecer e até mesmo ser fatal. Mas, até hoje, não verificamos nenhum reporte que este vírus seja transmitido para os seres humanos”, diz o professor André Felipe Streck, coordenador do laboratório de diagnóstico em medicina veterinária da UCS e responsável pelo diagnóstico, ao site G1.

Acreditamos que esse fato se deu por diferenças no sistema imune dos animais. Possivelmente o indivíduo que foi afetado estava em uma situação de queda imunológica por algum motivo, ou ainda questões genéticas envolvidas especificamente quanto à resposta viral. Mas esses casos necessitam de estudo para que possamos ter uma noção melhor“, avalia Streck.

A UCS e a Feevale farão o sequenciamento genético da amostra do vírus para determinar qual a variante: se a P.1, a predominante no estado neste momento, ou outras modificações de aminoácidos. “Os animais, de forma alguma, são vilões. Eles não transmitem, mas podem ser vítimas, por isso temos que ter muitos cuidados”, alerta o professor.

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