Saúde

Inteligência artificial ajuda os hemocentros pelo Brasil

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 30 de setembro de 2020
Inteligência artificial ajuda os hemocentros pelo Brasil

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 16 a cada mil habitantes são doadores de sangue no país. Este dado corresponde a 1,6% da população, número abaixo do mínimo de 3% recomendado pelo órgão. Para reverter esse cenário, a plataforma com inteligência artificial ajuda os hemocentros pelo país.

A iniciativa é da startup SaveLivez, que através da plataforma online Salvo Vidas, utiliza ciência de dados para conectar doadores de sangue e hemocentros de todo o Brasil. “A ideia é fazer com que os bancos de sangue estejam sempre abastecidos de acordo com suas demandas e não apenas quando ocorrem as campanhas em massa. Isso faz com que eles tenham o tipo sanguíneo que necessitam, evitando possíveis desperdícios”, explica Rafael Oki, CEO da startup, em entrevista ao portal Ecoa.

Vale ressaltar que, com a pandemia por Covid-19 e a necessidade de distanciamento social, houve uma baixa de cerca de 50% no número de bolsas sanguíneas disponíveis nos hemocentros do país. E com isso, provocando atrasos em cirurgias e tratamentos. Dessa forma, o uso da tecnologia e da ciência de dados da plataforma é imprescindível para o monitoramento dos bancos de sangue e engajamento de novos doadores com o objetivo final de salvar vidas.

Entenda como a plataforma ajuda os hemocentros

A Salvo Vidas tem acesso às demandas de hemocentros espalhados por 69 cidades em 13 estados brasileiros. Ela possui o auxílio de uma inteligência artificial que conduz as máquinas a tomarem decisões. Ao detectarem a carência de determinado tipo sanguíneo, os computadores buscam, no sistema, um doador dentro daquela região que seja compatível com o paciente. Assim, a plataforma faz esse cruzamento de dados e convida a pessoa a efetivar a doação. 

Para facilitar o uso, a plataforma conta com a Livia.bot, uma assistente virtual que tira dúvidas e também ajuda o cadastrado a saber se está habilitado ou não a doar. “Existem muitas possibilidades que podem impedir que a pessoa doe sangue, como por exemplo algumas medicações. Através de inteligência artificial, o nosso robô verifica essas informações e se tiver algum agravamento que impeça, ele avisa”, esclarece Oki. Quando o indivíduo está apto, a assistente virtual encaminha uma mensagem sugerindo local, horário de funcionamento e os requisitos que devem ser seguidos. O serviço é gratuito. 

Quem pode doar?

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e estar em bom estado de saúde. A pessoa deve estar descansada, não ter consumido bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem à doação e não podem estar de jejum. No dia, é preciso apresentar documento de identidade com foto e os menores de 18 anos precisam da autorização dos responsáveis.

O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres. As orientações em relação à Covid-19 é que os candidatos com casos suspeitos ou confirmados aguardem 30 dias após a recuperação para doar.

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