Luz azul do celular acelera o envelhecimento

A luz azul que é emitida por diferentes dispositivos, como celulares e televisões, pode acelerar o envelhecimento. Ela está presente nos raios solares, mas causa menos danos à saúde do que as telas. Isso porque o tempo de exposição é menor, bem como a distância de exposição é maior.

A energia emitida pelas novas tecnologias provoca a estimulação e produção dos radicais livres, que aceleram a oxidação das células e provocam o envelhecimento precoce. Essa radiação entra profundamente na pele e atinge diversas camadas. Isso pode piorar quadros de melasma (manchas na pele em tons de marrom). Outro efeito negativo é o aumento da produção de radicais livres. Os mesmos podem causar a diminuição do colágeno e a consequente redução de elasticidade, formação de rugas e perda de contorno facial.

Segundo Fábio Pergher, engenheiro químico e fundador da indústria de cosméticos Provanza, para o site Exame, já foram desenvolvidos bloqueadores que ajudam a proteger a pele contra a exposição excessiva à luz azul.

Luz azul do celular acelera o envelhecimento, entenda

Em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos, foi possível verificar que os animais expostos à luz azul tinham vidas mais curtas, quando comparados aqueles que ficaram somente na escuridão. Além disso, as moscas mantidas próximas às lâmpadas de LED  tiveram danos em seus neurônios, impedindo a habilidade dos pequenos animais de se locomoverem.

Para chegar à conclusão, os cientistas fizeram experimentos com moscas que infestam frutas (Drosophila melanogaster). Um grupo dos insetos foi exposto à escuridão total por 24 horas. Para comparação, outro conjunto de moscas ficou exposto à luz azul de uma lâmpada de LED por 12 horas e depois passou a outra metade do dia no escuro.

Havia também danos nas células das retinas dessas moscas. Os cientistas perceberam que não era necessário que uma mosca olhasse diretamente para a luminosidade para ser afetada.

Jaga Giebultowicz, pesquisador na Faculdade de Ciências de Oregon, para o site Revista Galileu, afirmou que diferentes estudos relacionam o risco da exposição à luz com problemas de sono e alterações no ritmo circadiano (nome dado ao “relógio biológico” que é responsável por regular as atividades mentais e físicas durante 24 horas). Isso também pode acelerar o envelhecimento. 

Deixe uma resposta