Saúde

Mulheres adiam exames de câncer de mama na pandemia

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 7 de outubro de 2020
Mulheres adiam exames de câncer de mama na pandemia

Com a chegada do outubro rosa, começa a aparecer diversas campanhas e ações alertando sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Este ano, uma pesquisa encomendada pela Pfizer ao Ibope Inteligência, mostrou que 62% das mulheres esperam pelo fim da pandemia para retornar a consultas médicas e exames de rotina, necessários para a detecção da doença.

Segundo o levantamento, esse percentual é ainda mais alto entre as pacientes com mais de 60 anos, grupo de risco da Covid-19. Grande parte delas (73%) disseram que deixaram de frequentar o médico ginecologista ou mastologista desde o início da pandemia. “Embora o momento exija cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, atrasar consultas e exames pode significar se expor a riscos desnecessários. O monitoramento precisa permanecer em dia, pois alguns tipos de cânceres mais agressivos podem se desenvolver rapidamente”, afirma a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine.

Outro dado importante coletado é que, por mais que o movimento Outubro Rosa exista há mais de 15 anos, a desinformação e os mitos ainda são fatores que atrapalham o público feminino. A exemplo disso, 63% das mulheres não sabem que a amamentação é um fator protetivo contra a doença. E ainda 37% acreditam que o câncer só é desenvolvido por quem já teve caso na família.

A pesquisa do Ibope foi feita entre os dias 11 e 20 de setembro, por uma plataforma online. Foram entrevistadas 1,4 mil mulheres a partir dos 20 anos, das classes A, B e C. A amostra foi coletada em São Paulo, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belém, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife

Cuidados necessários

Por mais que com o avançar da idade, as chances de desenvolver câncer de mama aumentam. Para 27% das mulheres pesquisadas na faixa etária que vai de 50 a 59 anos, o médico não costuma solicitar mamografia ou ultrassom. Esse número aumenta para 29% no grupo com 60 anos ou mais. Por essa razão, esses exames são fundamentais pois funcionam como uma investigação preventiva. 

Segundo Maria Pilar Estevez Diz, oncologista clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), em entrevista a revista Galileu, existem algumas formas de evitar o câncer de mama. Como a prática de exercícios físicos regularmente, a redução do consumo ou não consumir álcool e manter uma alimentação saudável. “Realizar o planejamento familiar também é uma boa ideia, visto que ter o primeiro filho após os 30 anos pode ser um fator de risco”, alerta Diz.

O Outubro Rosa

O movimento Outubro Rosa surgiu nos Estados Unidos, na década de 90, a partir de uma corrida pela cura do câncer de mama. O evento foi organizada por Susan G. Komen e nele foi distribuído laços na cor rosa aos participantes. Item que, nos dias atuais, se tornou símbolo do movimento.  Desde então, a campanha passou a ocorrer anualmente e a se popularizar em todo o mundo.

No Brasil, o câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no país e é a 2º causa de mortes em todo o território nacional, atrás somente das doenças do sistema circulatório. Apesar disso, o diagnóstico precoce, o tratamento correto e de qualidade possibilitam até 95% de cura da doença.

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