Saúde

Nova variante do coronavírus é encontrada no RJ

Bruno Albuquerque
Escrito por Bruno Albuquerque em 10 de maio de 2021
Nova variante do coronavírus é encontrada no RJ

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, SES-RJ, afirmou, na última quinta-feira (06), que encontrou uma nova variante do coronavírus em propagação pelo estado. Ela recebeu o nome de P.1.2, por ser uma nova mutação da linhagem P1, que surgiu em Manaus. A variante P1 ainda é mais comum em território fluminense, pois em 9% dos testes encontraram a P.1.2. A nova cepa se junta as outras três que se encontram pelo mundo, são elas: a inglesa (B.1.1.7), sul-africana (B.1351) e a amazonense (P.1).

“A nova variante é encontrada, em especial, na região Norte, porém está presente em amostras das regiões Metropolitana, Centro e Baixada Litorânea. O monitoramento segue aprofundando os efeitos que poderão ser apresentados, ou seja, o comportamento epidemiológico da variante.” relatou Cláudia Mello, subsecretária de Vigilância em Saúde. Em seguida, ela reafirmou que não existe uma comprovação de uma maior taxa mortalidade e transmissibilidade.

Durante a pesquisa, foram usadas mais de 300 amostras, de 57 municípios do estado. Os cientistas escolheram as amostras a partir de genomas enviados ao Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, entre os dias 24 de março e 16 de abril. Segundo o secretário estadual de saúde, Alexandre Chieppe, o sequenciamento genético do vírus é importante para verificar a aparição de novas cepas na população. Acima de tudo, para antecipar possíveis cenários e minimizar os efeitos da pandemia em todo o estado.

A análise contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), visa estimular atividades nas áreas científica e tecnológica. Na próxima etapa da pesquisa, estudiosos buscarão mais sobre a variante, a fim de definir o grau infecção e letalidade.

Eficácia das vacinas contra as novas variantes

Até o momento, as vacinas produzidas se provaram eficazes contra as variantes mundiais do vírus. Por exemplo, a vacina da  Pfizer/BioNTech que é consideravelmente eficaz contra os casos graves da doença. Similarmente, o imunizante da Oxford/Astrazeneca se mostrou competente contra a variante P.1, originada em Manaus. Segundo a Agência Brasil, Marco Krieger,  vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, fez a avaliação após estudos que indicam a efetividade da vacina “no mundo real”. Posteriormente, ele exaltou a necessidade da aplicação em massa e não apenas nos voluntários dos testes em laboratório.

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