Número de casos de sífilis no Brasil chama atenção

O número de casos de sífilis no Brasil chama atenção. Isso porque, segundo pesquisa do Ministério da Saúde, cerca de 900 mil pessoas vivem com o HIV. Além disso, o boletim epidemiológico do órgão aponta que os jovens são os principais atingidos pelo vírus, visto que 52,7% do total de casos estão localizados na parcela da população que tem entre 20 e 34 anos.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançou no último sábado (8), na Rocinha, Zona Sul do Rio, a Campanha de Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Hoje talvez seja nossa maior preocupação no que se refere a doenças sexualmente transmissíveis. Neste momento, nossos registros apontam para 18 casos da doença por hora. Se continuar nessa progressão, vai ultrapassar os casos de HIV em importância. Além disso, os números de uso de preservativos vêm caindo”, disse Mandetta, ao site g1.

Nos últimos cinco anos, 396 meninas menores de 14 anos foram diagnosticadas com sífilis na Bahia. Entre as adolescentes de 15 a 19 anos o número chega à casa dos milhares, com 2.344 ocorrências. Os dados estão presentes em um levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), repassado ao Bahia Notícias, que trata sobre diagnósticos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) em crianças e adolescentes.

Dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) indicam que no período em questão a Bahia registrou 213 casos de sífilis em meninas menores de 10 anos e 183 casos em garotas com idade entre 10 a 14 anos.

Queremos que os jovens se conscientizem da importância do uso do preservativo e que essa utilização é fundamental não apenas para evitar o contágio com o HIV e a sífilis, mas também com todas as doenças sexualmente transmissíveis, como herpes, gonorreia, hepatites e HPV”, ressaltou o ministro da saúde.

Número de casos de sífilis no Brasil chama atenção, saiba o porquê

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. A mesma pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior.

A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação e o parto.

Principais sinais e sintomas variam por estágios, entenda

Sífilis primária: Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias. Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.

Sífilis secundário: Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial. Pode ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias. Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça, ínguas pelo corpo.

Sífilis latente: Não aparecem sinais ou sintomas. É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção). A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

Sífilis terciária: Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte. Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis.

Sífilis tem tratamento, veja

O tratamento da sífilis ocorre através do uso de penicilina benzatina, e as parcerias sexuais sempre devem ser tratadas constantemente para evitar reinfecção. A recomendação é que o paciente procure o serviço de saúde mais próximo da sua casa e converse com um profissional de saúde para fazer exames adequados.

O uso correto e regular da camisinha feminina ou masculina é uma medida importante de prevenção da sífilis. O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal de qualidade contribui para o controle da sífilis congênita

O teste rápido de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS. É prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial.

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