Saúde

Número de mulheres vacinadas contra a covid-19 ultrapassa o de homens

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 8 de março de 2021
Número de mulheres vacinadas contra a covid-19 ultrapassa o de homens

Até a última sexta-feira (5), o número de mulheres vacinadas contra a covid-19 ultrapassou o de homens. Segundo o Ministério da Saúde, foram 5,8 milhões de doses aplicadas nas mulheres e 2,8 milhões injetadas nos homens.

A princípio, isto pode ser explicado devido às mulheres serem maioria entre os idosos. Ou seja, as mulheres vacinadas contra a covid-19 representam 68% dos brasileiros acima de 90 anos.

Por outro lado, as mulheres também são maioria entre os trabalhadores da saúde. Segundo números do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), oito a cada dez agentes comunitários, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem do país são profissionais do sexo feminino.

A saber, explica-se a imunização ser maior no grupo feminino, pela prioridade na aplicação das vacinas. Até a última sexta-feira (5), os profissionais da saúde correspondiam a quase 60% do público alvo, e os idosos acima dos 80 anos, 26%.

Mais mulheres vacinadas contra a covid-19 pode representar desigualdade

Para a demógrafa Dalia Romero, coordenadora do grupo de estudos sobre envelhecimento da Fiocruz, as mulheres são predominantes na vacinação devido a desigualdade. “O Brasil está entre os países com a maior desigualdade na proporção entre homens e mulheres no mundo. Isso não é uma boa notícia, é triste para as mulheres, que ficam cada vez mais sozinhas e viúvas, sem direito a aposentadorias, gerando vários outros problemas“, explica.

A demógrafa interpreta que, no campo social, essa desigualdade vem principalmente de outras causas, e a violência é uma das mais importantes. Além disso, Romero ressalta que os homens são vítimas mais comuns das chamadas “mortes evitáveis“, aquelas total ou parcialmente preveníveis ou tratáveis. Tais como tabagismo, certos tipos de câncer, diabetes ou até causas externas como acidentes de trânsito e os próprios assassinatos.

Ademais, quanto à vacinação, a demógrafa Romero lembra que a proporção entre os sexos começará a se igualar à medida que o país for imunizando grupos mais novos. “Vai equiparar quando vacinarmos as pessoas de 30 anos, em que a proporção é de um homem para uma mulher“, explica.

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