Saúde

Setembro Amarelo e a prevenção do suicídio

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 3 de setembro de 2020
Setembro Amarelo e a prevenção do suicídio

Apesar do dia 10 de setembro ser o dia da prevenção contra o suicídio, as campanhas de conscientização duram o mês inteiro. Neste ano, elas alertam para os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Estes, destacam que no Brasil, a cada 45 minutos, uma pessoa morre por suicídio.

No país,  cerca de 12 mil suicídios são registrados por ano e mais de 1 milhão no mundo. Uma realidade que atinge principalmente jovens entre 15 e 29 anos. O que se configura como a terceira causa de mais mortes entre a faixa etária. Ficando atrás apenas de violência pessoal e acidentes de trânsito.

Com o esforço de mudar esse cenário, desde 2014 a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) organiza o Setembro Amarelo. Isso, em parceria com Conselho Federal de Medicina (CFM). A ação promove eventos para reforçar a importância do combate ao suicídio. Além da depressão, a ansiedade e a outros transtornos mentais.

Com o slogan “Agir é preciso!”, as ações do nono mês do ano chamam a atenção para questões sobre saúde mental com o objetivo de combater estigmas. Também trazer informação para a população, incentivar a procura por tratamento e abrir o diálogo sobre o tema considerado tabu.

Onde encontrar ajuda?

  • Uma das organizações mais antigas do país é o CVV (Centro de Valorização da Vida). Fundada em 1962 atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntariamente e gratuitamente por meio do telefone 188, pelo chat, por email e pessoalmente. O canal funciona 24 horas por dia e acontece de forma totalmente sigilosa. 
  • Outra forma de procurar ajuda é por meio  dos serviços de Atenção Primária (Clínicas de Família e Centros Municipais de Saúde) ou o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) mais próximo da sua cidade.
  • Além dos serviços oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), também é possível encontrar atendimento gratuito ou com valores sociais em ONGs, faculdades com hospitais-escolas e empresas parceiras de clínicas e hospitais, além de profissionais que atendem de forma independente e com valores reduzidos.

Cada pessoa possui um contexto diferente, por essa razão lembre-se de procurar ajuda profissional ou ajudar quem precisa sem julgamentos.

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