Saúde

Taxa de mortalidade infantil cai no país

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 24 de setembro de 2020
Taxa de mortalidade infantil cai no país

A taxa de mortalidade infantil no Brasil atingiu o menor nível desde que as pesquisas começaram a ser registradas no país. A pesquisa aponta que nos últimos 19 anos, os índices registraram queda de 56,11% nas mortes de recém-nascidos e 59,8% para crianças de até cinco anos. Os dados são do Relatório 2020 de Mortalidade Infantil do UNICEF, divulgados na quarta-feira (9).

O estudo separou os dados em três categorias de idade. Neonatais (mortes ocorridas entre o parto e o 28º dia de vida), crianças de até cinco anos e adolescentes (entre cinco e 20 anos). Na primeira, o Brasil apresentou a taxa de mortalidade (mortes a cada 1000 nascimentos) de 25,3 em 1990, número reduzido para 18 no ano 2000 e, finalmente, para 7,9 em 2019.

Nas mortes de crianças de até cinco anos, o país possuía taxa de mortalidade de 62,9 em 1990, que passou para 34,6 em 2000 e 13,9 em 2019. Já entre os adolescentes, a queda foi menor. Passando de 7,6 em 1990 para 7,2 em 2000, por fim, 7,1 em 2019.

Embora os números indiquem uma melhora com o passar dos anos, o Brasil permanece na média entre os países da América do Sul. Além disso, o estudo apresenta a terceira maior taxa de mortalidade de adolescentes no continente. Ficando a frente apenas da Guiana (8,6) e da Venezuela (12,6). Em comparação com o mundo, esse índice é o único que coloca o Brasil abaixo da média.

Vale destacar que o crescimento dos números no Brasil acompanham uma queda generalizada em todo o mundo. Segundo a UNICEF, as taxas de mortalidade globais foram de 17 para mortes neonatais, 5,2 para crianças de até cinco anos e 18 para crianças e jovens de até 24 anos.

Em matéria veiculada pelo portal Uol, o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus aponta que “o fato de que, hoje, mais crianças vivem tempo o suficiente para sobreviver ao seu primeiro aniversário de que em qualquer outra época da história é um sinal de o que pode ser alcançado quando o mundo coloca a saúde pública e o bem-estar no centro de nossa resposta”.

E como fica com a Covid-19?

Ainda que os números chamem a atenção para uma melhora, a entidade demonstrou preocupação com a piora dos serviços de atendimento em todo o mundo por conta da pandemia por Covid-19.

“Quando se nega acesso a serviços básicos às crianças porque o sistema está sobrecarregado, ou quando mulheres estão com medo de dar à luz em hospitais por medo de infecção, elas também podem ser vítimas da doença. Sem investimentos urgentes para restabelecer os serviços interrompidos, milhões de crianças abaixo de cinco anos, especialmente recém-nascidos, podem morrer”, diz diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore.

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