Novo teste rápido de Covid-19 com baixo custo é criado

O teste rápido de covid-19 foi desenvolvido por uma equipe liderada pelo pesquisador Ives Charlie, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. No projeto é utilizado o peixe paulistinha ou peixe-zebra visando o barateamento. Isto, rendeu aos pesquisadores a terceira posição no Global Virtual Hackathon COVID19. O que nada mais é que uma competição internacional que busca soluções inovadoras no combate à pandemia do novo coronavírus.

A equipe injetou uma proteína do novo coronavírus, chamada spike, em peixes paulistinha fêmeas que produzem anticorpos. Ao se reproduzirem, os peixes passam os anticorpos para os ovos, que então ficam isolados. Esses anticorpos isolados são usados para fazer uma fita diagnóstica, que reage com a saliva de um paciente. Dessa forma, se for negativo, a fita mostra uma linha e se for positivo, duas.

O peixe-zebra mede aproximadamente 5cm de comprimento e pode ser criado facilmente, o que facilita a produção do teste em larga escala. O método é o mesmo utilizado em outros testes rápidos, mas geralmente são utilizados os anticorpos obtidos em outros animais, como em ovos de galinha. A inovação do grupo de pesquisadores é utilizar peixes.

Ives Charlie explica que a ideia da equipe era produzir testes que pudessem ser adquiridos em farmácias e que a própria pessoa poderia realizar. “A pessoa utilizaria um swab (haste flexível) para coletar saliva e colocaria na fita diagnóstica para reagir com os anticorpos de COVID-19. Para obter o resultado, ela abriria o aplicativo e leria o QR code da fita“, explicou.

O teste rápido de covid-19 auxilia as autoridades na notificação

A princípio, a fita diagnóstica tem um QR-Code. Assim, é utilizado um algoritmo de visão computacional para identificar o resultado do teste. Toda a informação é direcionada a um aplicativo que faz o monitoramento das pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus a partir da localização. Além disso, é feito um acompanhamento de 14 dias, por meio de perguntas. Assim, é verificado se os pacientes têm os principais sinais clínicos da doença, como tosse e febre.

A ideia é que ele seja cinco vezes mais barato que o teste que é feito hoje, que custa às vezes entre R$ 200 e R$ 280 e tem muito problema de falso positivo e falso negativo. Pelos resultados iniciais, conseguimos evitar essas situações, o que significa que o paciente não precisa fazer um segundo teste”, afirmou Ilo Rivero, mestre em Ciência da Computação pela PUC-MG e professor da pós de IOT da PUC-MG.

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