Uso de cigarros eletrônicos pode ser fatal para jovens

O uso de cigarros eletrônicos pode causar uma grave doença pulmonar. Inclusive, seis mortes foram confirmadas, nos EUA, devido ao uso do produto. E de acordo com o jornal “The Washington Post” mais de 400 pessoas, nos Estados Unidos, sofrem com a mesma patologia relacionada ao consumo. Já no Brasil, como medida de precaução e proteção à saúde da população, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe comercialização, importação e propaganda de quaisquer Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF).

O cigarro eletrônico ou “vaping” é um dispositivo eletrônico utilizado para fumar que é alimentado por uma bateria. Ele contém um cartucho que armazena nicotina líquida, água, substâncias aromatizantes e solventes. O uso do dispositivo aumentou, em parte, porque os usuários acreditam que o mesmo ajudará a largar o cigarro tradicional.

Fonte: GaúchaZH

O uso de cigarros eletrônicos faz mal à saúde e aumenta o risco de infarto agudo do miocárdio e de doenças pulmonares. Além disso, esses produtos possuem em sua composição substâncias reconhecidamente cancerígenas. Os médicos identificaram e descreveram problemas nos pulmões de pessoas que usam cigarro eletrônico em publicações científicas como o “New England Journal of Medicine”. Eles classificaram a tendência como preocupante.

Os estados de Illinois, do Oregon, de Indiana e de Minnesota notificaram casos fatais devido o uso de cigarros eletrônicos. Bem como o departamento de saúde pública de Los Angeles está investigando se um falecimento também está relacionado à enfermidade.

Estudos e decretos a partir do uso de cigarros eletrônicos

E como resultado dos mais de 400 casos de internação relacionadas ao uso de cigarros eletrônicos, a agência norte-americana que regulamenta remédios e alimentos está analisando amostras de pacientes que tiveram a doença e os testa com diversos produtos químicos, incluindo THC, o princípio ativo da maconha. Dessa forma, foi encontrado acetato de vitamina E, um óleo derivado de vitamina E, em pacientes que fumaram cigarros eletrônicos.

Em consequência, o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou neste domingo (15) a proibição dos cigarros eletrônicos. O governador ordenou que as corporações de segurança aumentem os esforços para dificultar a venda desses produtos aos jovens e menores de idade. A idade mínima para fumar em Nova York é 21 anos.

Cuomo também antecipou que preparará uma nova legislação para combater a “publicidade enganosa” dos cigarros eletrônicos voltada a jovens. Em entrevista, o governador disse que os fabricantes de cigarros eletrônicos estão se dirigindo intencionalmente e imprudentemente aos jovens e que ao mesmo tempo lojas estão vendendo, conscientemente, os produtos a menores de idade.

Apoio da Europa ao consumo

Depois que centenas de casos de doenças pulmonares associadas ao uso de cigarros eletrônicos foram relatadas, autoridades de saúde pública do Reino Unido, o maior mercado da Europa para os produtos, disseram que o vaping ajuda as pessoas a deixarem de fumar.

Em toda a Europa, autoridades estão mais otimistas porque as doenças surgidas nos Estados Unidos estão amplamente ligadas ao vaping de líquidos com THC. O composto psicoativo da cannabis, que é proibido em grande parte da Europa, é usado com menos frequência pelos adolescentes europeus assim como o conteúdo de nicotina nos populares produtos vaping.

Em contrapartida, em resposta a crise dos cigarros eletrônicos e a Europa, alguns orgãos de saúde como o Vype, da British American Tobacco, aborda maneiras para que as pessoas parem de fumar e diz o que pode causar câncer, problemas cardíacos e outras doenças.

Deixe uma resposta